Capítulo Quatro: A Sinceridade e a Honestidade dos Críticos de Hadith
Chapter Four: Sincerity And Honesty Of Hadith Critics
Passando da objetividade dos críticos de hadith, vamos analisar algo de igual importância: a sinceridade e a honestidade dos críticos de hadith. Os críticos de hadith foram sinceros com a área do hadith? Eles defenderam a integridade do campo do hadith? Foram honestos em sua contribuição para a área? Ou o seu currículo pessoal e a sua fama como críticos eram mais importantes do que o campo do hadith? Neste capítulo, observaremos duas práticas que indicam a sua sinceridade e honestidade para com o campo do hadith. A primeira prática mostrará os críticos optando pela honestidade numa situação em que poderiam ter aumentado o seu currículo pessoal de hadith e declarado mais professores do que realmente tinham. A segunda prática mostrará que, quando confrontados com uma pergunta cuja resposta não conheciam, eles informavam o questionador, em vez de inventar informações.
Moving on from the objectivity of Hadith Critics, we will take a look at something of equal importance: the sincerity and honesty of Hadith Critics. Were the hadith Critics sincere to the field of hadith? Did they uphold the integrity of the hadith field? Were they honest in contributing to the field? Or was their personal resume and fame as Critics more important than the field of hadith? In this chapter, we will observe two practices which are indicative of their sincerity and honesty to the field of hadith. The first practice will show the Critics opting for honesty in a scenario where they could have increased their personal hadith resume and claimed more teachers than they really had. The second practice will show that when faced with a question they didn’t know the answer to, they would let the questioner know, as opposed to making up information.
Seção A - Primeira Prática
Section A - First Practice
Enquanto lia o Tahdhib Al-Tahdhib de Ibn Hajar, comecei a notar um tema recorrente em vários críticos de hadith. Essencialmente, um crítico mencionaria um transmissor de hadith — seja em resposta a uma pergunta ou por iniciativa própria — e, ao afirmar a confiabilidade do transmissor, também admitiria que ou nunca se encontrou com outro transmissor, ou que, se se encontrou, nunca adquiriu hadith diretamente dele. A única explicação plausível para um crítico agir assim (isto é, negar ter aprendido com um transmissor que, de outro modo, é procurado por causa de sua confiabilidade) é a honestidade. Esses críticos não estavam dispostos a sacrificar sua honestidade, nem a integridade de seu campo, para aumentar o número de seus mestres e engrandecer seus currículos em hadith. Vejamos alguns exemplos.
While reading through Tahdhib Al-Tahdhib by Ibn Hajar, I began to notice a recurring theme among several hadith critics. Essentially, a critic would mention a hadith transmitter - either as an answer to a question or by their own accord - and while affirming the transmitter’s reliability, they would also admit that either he never met the other transmitter, or if he did, that he never acquired hadith from him directly. The only viable explanation for a critic doing this (i.e deny learning from a transmitter who is otherwise sought out due to their reliability) is honesty. These critics were not willing to sacrifice their honesty, not the integrity of their field to increase their teachers and bolster their hadith resumes. Let’s consider a few examples.
1. Abul-Azhar disse sobre si mesmo: “Vi Sufyan b. „Uyaynah, mas ele não transmitiu para mim.43” Sufyan b. „Uyaynah é uma autoridade célebre, e ter uma ligação com ele seria motivo de orgulho e honra para um transmissor de hadiths como ele mesmo. No entanto, Abul-Azhar admite que, embora tenha encontrado Sufyan b. „Uyaynah, nunca chegou de fato a receber qualquer hadith dele.
1. Abul-Azhar said about himself, “I saw Sufyan b. „Uyaynah but he didn’t transmit to me.43” Sufyan b. „Uyaynah is a famous authority, whom a connection with would be a source of pride and honor for a hadith transmitter like himself. Yet, Abul-Azhar admits that, even though he met Sufyan b. „Uyaynah, he never actually acquired any hadith from him.
2. Abu Zur'ah Al-Razi disse sobre Ahmed b. Ishkab: "Um homem de hadith (Sahib Hadith), eu tive a oportunidade de encontrá-lo (adraktuh), mas não escrevi dele." A confiabilidade de Ahmed b. Ishkab é unanimemente endossada, e seu próprio colega e parceiro Abu Hatim Al-Razi, bem como Al-Bukhari e outros, são contados entre os seus alunos que adquiriram hadith dele. Neste caso, Abu Zur'ah não só admite não ter colhido de um transmissor, embora tivesse sido possível fazê-lo, como se trata de um transmissor que seus outros contemporâneos conheciam e de quem tomaram hadith.
Seção B - Segunda Prática
Section B - Second Practice
Um tema notável ao longo dos livros sobre os transmissores de hadith é que os críticos de hadith não têm receio de expressar incerteza ou desconhecimento sobre um hadith ou sobre um determinado transmissor de hadith. Citar exemplos disso seria prestar um mau serviço, pois há centenas deles. Basta dizer que, por causa da sua honestidade em expressar a sua ignorância sobre quem os transmissores possam ser, chegou a ser desenvolvido um termo especial para acomodar esta prática. Os transmissores que são desconhecidos são designados como Majhul pelos críticos e autores posteriores de hadith.
A noticeable theme throughout the books on transmitters of hadith is that the hadith critics are not shy to express uncertainty about or ignorance of a hadith or a particular transmitter of hadith. To quote examples of this would be a disservice, as there are hundreds of examples. Suffice it to say that because of their honesty in expressing their ignorance on who transmitters may be, a special term was even developed to accommodate this practice. Transmitters that are unknown are termed as Majhul by later hadith critics and writers.
Mas, se os críticos fossem desonestos e os seus juízos arbitrários, por que não simplesmente fabricar informações sobre o transmissor? Na verdade, isso seria uma forma perfeita de demonstrar superioridade sobre outro crítico de hadith. Alguém poderia alegar conhecimento exclusivo sobre um transmissor, à exclusão dos demais críticos, aumentando ainda mais a credibilidade de sua própria avaliação dos hadiths. Mas, como foi observado, isso não acontece, e os críticos de hadith preferiram a integridade do campo do hadith a quaisquer ganhos pessoais que pudessem obter fingindo conhecimento ou inflacionando falsamente o número de seus mestres.
Yet, if the critics were dishonest and their rulings arbitrary, why not simply fabricate information about the transmitter? In fact, this would be a perfect way to show superiority over another hadith critic. One could claim exclusive information on a transmitter, to the exclusion of the other critics, further boosting his hadith credibility. But, as noted, this does not happen and the hadith critics preferred the integrity of the field of hadith to any personal gains to be gotten by feigning knowledge or falsely increasing the number of their teachers.
Tahdhib Al-Tahdhib (1/15) .
43 Tahdhib Al-Tahdhib (1/15) .
Tahdhib Al-Tahdhib (1/16).
44 Tahdhib Al-Tahdhib (1/16).
Tahdhib Al-Tahdhib (1/19) .
45 Tahdhib Al-Tahdhib (1/19) .
Tahdhib Al-Tahdhib (1/33)
46 Tahdhib Al-Tahdhib (1/33) .
Tahdhib Al-Tahdhib (1/27).
47 Tahdhib Al-Tahdhib (1/27).
Tahdhib Al-Tahdhib (2/170).
48 Tahdhib Al-Tahdhib (2/170) .
Tahdhib Al-Tahdhib (2/224).
49 Tahdhib Al-Tahdhib (2/224).