Vladimir Putin sucedeu Boris Yeltsin em 1999, um nacionalista que se empenhou em mudar a sorte da Rússia. Putin deu início ao processo de renacionalização de setores-chave, ativos, serviços públicos e indústrias, por meio de políticas destinadas a mudar o rumo da nação. Lidou com os oligarcas que, essencialmente, saqueavam o país, restringindo a quantidade de dinheiro que retiravam da nação; alguns foram autorizados a deixar o país, enquanto outros foram tratados com brutalidade. Estabilizou a situação interna por meio de políticas econômicas que só eram possíveis sob uma ditadura: qualquer parlamento ou senado teria travado decisões tão grandes e teria permitido que seus próprios interesses atrapalhassem.
Vladimir Putin succeeded Boris Yeltsin in 1999, a nationalist who endeavoured to change the fortunes of Russia. Putin began the process of re-nationalizing key sectors, assets, utilities and industries through policies intended to change the course of the nation. He dealt with the oligarchs who were essentially looting the nation, by restricting the amount of money they took out of the nation; some were allowed to leave the country whilst others were dealt with ruthlessly. He stabilised the domestic situation through economic policies which were only possible under a dictatorship - any parliament or senate would have stalled on such huge decisions and would have allowed their own interests to get in the way.
Desde que Vladimir Putin se tornou presidente da Rússia, ele conseguiu obter controle sobre a nação e contrapor-se às tentativas dos EUA de enfraquecer a Rússia. Hoje, a Rússia está se desenvolvendo rapidamente sem seguir o exemplo da democracia liberal ocidental. A Rússia optou por desafiar abertamente o Ocidente, bem como os EUA, em praticamente todas as ocasiões, seja ao fincar uma bandeira no leito marinho sob a calota polar ártica, testar a enorme bomba de ar de artilharia ou contestar a instalação de sistemas de defesa de alerta antecipado dos EUA no Leste Europeu, o que ela conseguiu impedir com sucesso, por enquanto. A Rússia começou a se reinventar como potência mundial ao reivindicar sua "vizinhança próxima", ou seja, o direito da Rússia sobre suas antigas repúblicas.
Since Vladimir Putin become Russian President he has managed to gain a grip on the nation and counter US attempts to weaken Russia. Today Russia is rapidly developing without following the example of Western liberal democracy. Russia has opted to openly challenge the West as well as the US at practically every turn, whether by planting a flag on the seabed beneath the Arctic icecap, testing the massive ordnance air blast bomb or disputing the sitting of US early-warning defence systems in Eastern Europe, which it has managed to successfully halt for the moment. Russia has begun re-inventing itself as a world power by laying its claim to it’s near abroad – this is Russia’s right over its former republics.
Em agosto de 2008, o Presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, delineou cinco princípios que orientariam a sua política externa após o reconhecimento da Ossétia do Sul e da Abecásia como Estados independentes, numa entrevista concedida aos canais de televisão Channel One, Rossia e NTV: "…..Quarto, proteger a vida e a dignidade dos nossos cidadãos, onde quer que se encontrem, é uma prioridade indiscutível para o nosso país. As nossas decisões de política externa basear-se-ão nessa necessidade. Protegeremos também os interesses da nossa comunidade empresarial no estrangeiro. Deve ficar claro para todos que responderemos a quaisquer atos agressivos cometidos contra nós. Finalmente, quinto, tal como acontece com outros países, existem certas regiões às quais prestamos particular atenção, existem regiões nas quais a Rússia tem interesses privilegiados. Estas regiões são o lar de países com os quais partilhamos relações históricas especiais e que nos unem como amigos e bons vizinhos. Prestaremos particular atenção ao nosso trabalho nestas regiões e construiremos laços de amizade com estes países, os nossos vizinhos próximos. Estes são os princípios que seguirei na condução da nossa política externa."
A Rússia, na última década, conseguiu obter o controlo sobre os seus recursos minerais e serviços públicos e afastou muitos oligarcas que beneficiaram da desagregação da União Soviética. Com algumas das maiores reservas energéticas do mundo, está agora a desenvolver um exército de ponta e a competir diretamente com os EUA em regiões onde os EUA, durante quase uma década, detiveram uma hegemonia incontestada.
In August 2008 Russia’s President Dmitry Medvedev outlined five principles guiding his foreign policy in the wake of the recognition of South Ossetia and Abkhazia as independent states in an Interview given to Television Channels Channel One, Rossia, NTV: “…..Fourth, protecting the lives and dignity of our citizens, wherever they may be, is an unquestionable priority for our country. Our foreign policy decisions will be based on this need. We will also protect the interests of our business community abroad. It should be clear to all that we will respond to any aggressive acts committed against us. Finally, fifth, as is the case of other countries, there are certain regions we pay particular attention to, there are regions in which Russia has privileged interests. These regions are home to countries with which we share special historical relations and are bound together as friends and good neighbours. We will pay particular attention to our work in these regions and build friendly ties with these countries, our close neighbours. These are the principles I will follow in carrying out our foreign policy.” Russia in the last decade has managed to gain control over its mineral resources and utilities and banished many oligarchs who benefited from the break-up of the Soviet Union. With some of the worlds largest energy reserves it is now developing a state of the art military and competing directly with the US in regions where the US for nearly a decade had uncontested hegemony.
A Rússia continua a seguir uma rota independente. Entre essas políticas está a posição da Rússia de que não considera o Hamas e o Hezbollah organizações terroristas, apesar das numerosas resoluções dos EUA em sentido contrário. A Rússia assinou com a Índia um acordo para desenvolver um caça furtivo, bem como diversos pactos militares. As suas viagens ao Médio Oriente posicionam-na como uma superpotência alternativa aos EUA, reforçada pelo seu estatuto de observadora na Liga Árabe e na OCI. A Rússia continua a usar a sua carta iraniana e a venda dos sistemas de mísseis S-300 para frustrar os planos dos EUA para sanções da ONU contra o Irão. A Rússia planeia gastar mais de 200 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos para modernizar o seu exército. Isto inclui novos submarinos nucleares, porta-aviões, uma frota de bombardeiros estratégicos supersónicos TU-160 e o desenvolvimento de um caça de quinta geração. Esta produção está também a levar a Rússia a dominar a indústria de armamento: é o maior fornecedor de armas à China, ao Irão e à Venezuela, e está a cortejar o Médio Oriente.
Russia continues to follow an independent route, such policies include Russia’s continued position that it does not view Hamas and Hezbollah as terrorist organisations despite numerous US resolutions to the contrary. Russia has signed a deal with India to develop a stealth fighter as well as various military pacts. Its Middle East tours, position it as an alternative superpower to the US which is supplemented with its observer status in Arab league and OIC. Russia continues to use its Iran card and the sale of the S-300 missile systems card to frustrate US plans on UN sanctions against Iran. Russia plans to spend over $200 billion in the next 5 years to modernise its military. This includes new nuclear submarines, aircraft carriers, a fleet of TU-160 supersonic strategic bombers and the development of a fifth generation fighter jet. Such production is also leading to Russia cornering the arms industry; Russia is the largest supplier of arms to China, Iran, and Venezuela and is courting the Middle East.