2. A Humanidade Que Fala Dentro de Nós
2. The Humanness That Speaks From Within Us
Há muito que podemos ver de nós mesmos nos outros. Todos esperamos, no mínimo, a sobrevivência básica num mundo de hostilidades. Por vezes, o nosso foco principal na vida pode relacionar-se apenas com as pressões de simplesmente sobreviver. Isto pode manifestar-se sob a forma de pagar a renda, as contas, os encargos financeiros, as tensões familiares e/ou profissionais. O muçulmano deve compreender que isto pode afetar qualquer pessoa e pode influenciar a sua perspetiva ao refletir sobre ideias acerca de Deus, da vida e do propósito.
There is much we can see of ourselves in others. We all hope for basic survival, at the least, in a world of hostilities. Sometimes our primary focus in life can relate merely to the pressures of simply surviving. This could be in the form of paying the rent, bills, financial burdens, family and/or work stresses. The Muslim should understand that this can take its toll on any person and may affect their perspective when engaging in ideas around God, life and purpose.
Um Olhar Sobre os Profetas: Mūsa e Hārūn (que a paz esteja sobre eles)
A Look At The Prophets: Mūsa And Hārūn (peace Upon Them)
Refletimos sobre Mūsā e Hārūn em sua missão de chamar o Faraó para Allāh. A informação que Allāh nos fornece é surpreendente por descrever como o primeiro palco da luta entre o tirano e o Profeta ﷺ é, na verdade, um palco interno.
We reflect on Mūsa and Hārūn in their mission to call Pharoah to Allāh. The information Allāh provides us is astonishing for how it describes that the initial theatre of struggle between the tyrant and the Prophet (peace be upon him), actually is first, an internal one.
Embora o aparato da propagação no caso de Mūsa seja encenado com espetáculo, uma vez que o Faraó havia reunido o seu povo, («reuniu os seus e proclamou» [79:23]) com a presença dos mágicos num dia de festa, o objetivo e a preparação destinavam-se inteiramente à renovação espiritual e à reforma. É na superação do próprio eu interior que a sinceridade pode criar raízes. Isto pode ser visto quando Allāh instrui Mūsa, pela primeira vez, a ir até o Faraó, que havia transgredido. Allāh ordenou a Mūsa que dissesse:
Though the apparatus of propagation in Mūsa’s case is staged with spectacle since Pharaoh had assembled his people, (“gathering his people, proclaiming” [79:23]) with the presence of magicians on a day of festival, the objective and preparation was entirely intended for spiritual renewal and reformation. It is in the overcoming of one’s inner self that sincerity can take root. The latter can be seen when Allāh first instructs Mūsa to go unto Pharaoh who had transgressed. Allāh directed Mūsa to say:
79:17 - "Vá até o Faraó, pois ele realmente ultrapassou todos os limites, 79:18 - e pergunte-lhe: 'Você quer purificar-se [do pecado]?"
79:17 - ‘Go to Pharaoh, for he has exceeded all bounds, 79:18 - and ask him, “Do you want to purify yourself [of sin]?
79:19 - "Você quer que eu te guie ao teu Senhor, para que venhas a temê-Lo?" Esses versículos enfatizam a grande necessidade de purificação espiritual como remédio para as injustiças humanas. Faraó, é claro, havia se envolvido no assassinato e na perseguição de uma grande multidão de pessoas, mas a instrução de Allāh a Mūsa foi permitir que Faraó considerasse sua própria disposição humana e sua necessidade de crer e reverenciar Aquele que criou e sustenta todos os seres.
79:19 - Do you want me to guide you to your Lord, so that you may hold Him in awe?” These verses emphasise the great need for spiritual purification as a remedy for human wrongs. Pharaoh of course had been active in the murder and persecution of a great multitude of people but Allāh’s instruction to Mūsa was to allow Pharaoh to consider his own human disposition and his need to believe and revere the One who created and sustains all beings.
Uma Lição Profunda de Ibrāhīm (que a paz esteja com ele)
An Insightful Lesson from Ibrāhīm (upon him be peace)
O primeiro exemplo diz respeito ao Profeta Ibrāhīm (a paz esteja com ele) no momento em que, ainda menino, quebrou os ídolos que seu povo adorava. Quando os habitantes da cidade saíram durante o dia, Ibrāhīm derrubou as estátuas e colocou um machado no pescoço do mais proeminente dos ídolos. Ao retornarem e verem os restos despedaçados de suas esculturas, os habitantes da cidade acusaram Ibrāhīm (sobre ele seja a paz), e assim ele foi chamado. O Alcorão descreve isso na Surata al-Anbiyā’ (27):
The first example concerns the Prophet Ibrāhīm (peace be upon him) at the point wherein he, as a young boy, smashed the idols his people were worshipping. When the townsfolk left for the day, Ibrāhīm tore down the statues and placed an axe around the neck of the most prominent of the idols. As the townspeople returned and saw the shattered remnants of their carvings, they pointed blame at Ibrāhīm (upon him be peace), and so he was called. The Qur’ān describes in Surah al-Anbiyā’ (27):
57 - "Por Deus, certamente tramarei contra os vossos ídolos assim que tiverdes virado as costas!" 58 - Ele os despedaçou todos, mas deixou o maior deles para que voltassem a ele.
57 - By God I shall certainly plot against your idols as soon as you have turned your backs!’ 58 - He broke them all into pieces, but left the biggest one for them to return to.
59 - Disseram: “Quem fez isto aos nossos deuses? Que injusto ele é!” 60 - Alguns disseram: “Ouvimos um jovem chamado Abraão falando sobre eles.” 61 - Disseram: “Tragam-no diante dos olhos do povo, para que possam testemunhar [o seu julgamento].” 62 - Perguntaram: “Foi você, Abraão, quem fez isto aos nossos deuses?” 63 - Ele disse: “Não, foi feito pelo maior deles – este aqui. Perguntem a eles, se conseguem falar.” 64 - Eles voltaram-se uns para os outros, dizendo: “Vocês mesmos é que estão errados,” 65 - mas depois recaíram e disseram: “Você sabe muito bem que esses deuses não podem falar.” 66 - Abraão disse: “Como podem adorar o que não pode beneficiá-los nem prejudicá-los, em vez de Deus?
59 - They said, ‘Who has done this to our gods? How wicked he must be!’ 60 - Some said, ‘We heard a youth called Abraham talking about them.’ 61 - They said, ‘Bring him before the eyes of the people, so that they may witness [his trial].’ 62 - They asked, ‘Was it you, Abraham, who did this to our gods?’ 63 - He said, ‘No, it was done by the biggest of them– this one. Ask them, if they can talk.’ 64 - They turned to one another, saying, ‘It is you who are in the wrong, 65 - but then they lapsed again and said, ‘You know very well these gods cannot speak.’ 66 - Abraham said, ‘How can you worship what can neither benefit nor harm you, instead of God?
67 - Que vergonha para vocês e para aquilo que adoram em vez de Deus! Não têm juízo?” Os versículos 64 e 65 são de particular interesse, pois evidenciam que as pessoas com quem Ibrāhīm discutia tiveram um súbito lapso. Voltando-se contra o próprio povo, exclamaram: “Eis que sois vós que estais agindo injustamente.” O argumento apresentado por Ibrāhīm — questionar o ídolo que havia sobrevivido — foi esmagador e despertou neles alguma reflexão.
Uma convicção momentânea entre os séquitos do Faraó
A momentary conviction in the cohorts of Pharaoh
O segundo exemplo diz respeito ao Profeta Mūsa (que a paz esteja com ele) e ao povo a quem foi enviado. O versículo central aqui é o versículo 14 da Surata al-Naml (27): 12 - Põe a mão dentro da tua capa e ela sairá branca, mas sem dano. Estes estão entre os nove sinais que mostrarás a Faraó e ao seu povo; eles têm, de fato, ultrapassado os limites.’ 13 - Mas, quando Nossos sinais esclarecedores chegaram até eles, disseram: ‘Isto é claramente [apenas] magia!’ 14 - Negaram-nos, por sua maldade e orgulho, embora suas almas os reconhecessem como verdadeiros. Vede como terminaram os que semeavam a corrupção! Somos informados de que os membros do clã de Faraó, a quem o Profeta Mūsa foi enviado, rejeitaram os sinais dados a Mūsa, ainda que “em suas mentes estivessem convencidos de sua veracidade”. Ibn ‘Abbas disse que isso significa que tinham “certeza em seus corações”.3 Al-Sa’di diz que “eles não rejeitaram os sinais por qualquer dúvida ou incerteza, mas os rejeitaram por orgulho e arrogância, apesar de terem plena certeza da verdade dos sinais que presenciaram”.4 Isto reflete que, em certas situações, aquilo que é expresso exteriormente na fala e nas ações não é o que é verdadeiramente e plenamente sentido e compreendido no coração e na mente de quem está sendo dirigido.
The second example concerns the Prophet Mūsa (upon him be peace) and the people to whom he was sent. The focal verse here is verse 14 from Surah al-Naml (27): 12 - Put your hand inside your cloak and it will come out white, but unharmed. These are among the nine signs that you will show Pharaoh and his people; they have really gone too far.’ 13 - But when Our enlightening signs came to them, they said, ‘This is clearly [just] sorcery!’ 14 - They denied them, in their wickedness and their pride, even though their souls acknowledged them as true. See how those who spread corruption met their end! We are told that the clansmen of Pharaoh to whom Prophet Mūsa was sent, rejected the signs given unto Mūsa, though “in their minds were convinced of their truth”. Ibn ‘Abbas said it means they had “certainty in their hearts.”3 Al-Sa’di says that “they did not reject the signs due to any doubts and uncertainties but rejected them out of pride and arrogance despite having full certainty in the truth of the signs they witnessed.”4 This reflects that in certain instances what is expressed outwardly in speech and actions is not what is truly and fully felt and understood in the heart and mind of the one being addressed.
As dinâmicas do confronto muitas vezes podem obscurecer o que acontece no nível interior de cada pessoa, como sentimentos internos de culpa, simpatia e remorso. Esses sentimentos podem ficar contidos por horas ou até 8 anos, ou ser expressos imediatamente. Certa vez, alguns dos líderes de Makkah ficaram do lado de fora da casa do Profeta ﷺ durante a noite e ouviram o Profeta ﷺ recitando o Alcorão. Sem saberem da presença uns dos outros, ficaram absorvidos pela recitação e permaneceram até o amanhecer. Quando os homens perceberam a presença uns dos outros, repreenderam-se mutuamente por terem ouvido o Alcorão e prometeram não repetir a ação. No dia seguinte e no terceiro dia, os homens voltaram furtivamente à casa do Profeta ﷺ. O exemplo revela como até o Profeta ﷺ
A Consciência de Saʿīd Ibn ʿĀmir
Sa´īd Ibn ‘āmir’s Conscience
O último exemplo, que é aplicável à luz da compreensão do custo humano da atrocidade e do sofrimento, refere-se ao caso de um dos primeiros companheiros do Profeta ﷺ, Sa´īd ibn ‘Āmir (que Allāh esteja satisfeito com ele). Sa´īd ibn ‘Āmir, antes de abraçar o Islã, foi um dos espectadores que se reuniram em Makkah para presenciar a execução do companheiro do Profeta ﷺ, Khubayb bin ‘Adiyy (que Allāh esteja satisfeito com ele).
The final example, which is applicable in light of understanding the human cost of atrocity and suffering, concerns the case of an early companion of the Prophet (peace be upon him), Sa´īd ibn ‘Āmir (Allāh be pleased with him). Sa´īd ibn ‘Āmir, before his embracing of Islam, was one of the spectators who had gathered in Makkah to witness the execution of the Prophet’s (peace be upon him) companion Khubayb bin ‘Adiyy (Allāh be pleased with him).
Acometido por crises e desmaios mais tarde em sua vida, Sa´īd ibn ‘Āmir confessou, relutantemente, ao califa ‘Umar ibn al-Khaṭṭāb (que Allāh esteja satisfeito com ele) que a imagem mental da dor, das lágrimas, dos gritos de Khubayb e da retirada de sua dignidade humana, enquanto espadas e lanças cortavam seu corpo, deixou uma marca invisível, mas indelével, em sua própria consciência. Isso mostra como presenciar o sofrimento humano pode cobrar um preço severo de uma pessoa, e como a euforia entusiasmada dos Makkans se transformou, para Sa´īd ibn ‘Āmir, em um espetáculo horrível. Não passou de um assassinato sádico de um companheiro muçulmano cujo amor inabalável pelo Profeta ﷺ impressionou até mesmo seus inimigos.5
Prone to fits and fainting later on in his life, Sa´īd ibn ‘Āmir once reluctantly confessed to the caliph ‘Umar ibn al-Khaṭṭāb (Allāh be pleased with him) that the mental image of Khubayb’s pain, tears, shrieks and the stripping away of human dignity as swords and spears cut through Khubayb’s body left its invisible, yet indelible mark on his own conscience. It shows how witnessing human suffering can take a severe toll on a human and how the fanfare of excitement among the Makkans came to be transformed to a horrific spectacle for Sa´īd ibn ‘Āmir. It was nothing more than the sadistic killing of a fellow Muslim whose unswerving love for the Prophet (peace be upon him) impressed even his enemies.5
Enxergando Além dos Estereótipos
Seeing Past Stereotypes
Como seres humanos, somos plenamente capazes de ver as pessoas de maneiras que diferem dos estereótipos comuns, e um exemplo disso encontra-se nos novos meios de comunicação, como blogues, sítios web e comunidades online. É essencial que o muçulmano se mantenha atento ao facto de que as opiniões habitualmente formuladas para programas de debate televisivo ou em emissões radiofónicas não são a totalidade nem a maioria das opiniões sobre qualquer assunto. Embora os meios de comunicação social possam toldar ou escurecer as perceções sobre os muçulmanos (muitas vezes até os estereotipando e vilipendiando), isso não significa que o público em geral necessariamente sustente esses mesmos pontos de vista ou concorde com eles. Pode, aliás, acontecer precisamente o contrário. As pessoas podem estar atentas e sensíveis ao mau tratamento e à representação injusta.
As humans, we are fully capable of seeing people in ways which differ from common stereotyping and one example of this can be found in new media examples of blogs, websites and online communities. It is essential for the Muslim to remain mindful that opinions routinely formulated for TV talk shows or on radio broadcasts are not the sum total or the majority of opinions on any matter. Though the media might cloud or darken perceptions about Muslims, (often even stereotype and vilify), it does not mean that the general public necessarily hold to those same views or are in agreement with them. It might, in fact, be the very opposite. People can be alert and sensitive to mistreatment and unfair representation.
Isto é demonstrado em um exemplo relacionado à tragédia de Abeer Hamza Qasim al-Janabi, uma menina de 14 anos estuprada e assassinada por soldados americanos. O crime, sem dúvida, recebeu uma cobertura gravemente distorcida na grande mídia dos Estados Unidos, porém a recepção da história nas comunidades online diferiu drasticamente disso. A resposta ao assassinato de Abeer refletiu uma reposicionamento da narrativa, de modo a enfatizar o sofrimento humano de uma criança-vítima e o assassinato de seus pais e de sua irmã mais nova.
This is shown in an example concerning the tragedy of 14-year old Abeer Hamza Qasim al-Janabi, a young girl raped and murdered by American soldiers. The crime undoubtedly received grossly skewed coverage in the U.S mainstream media, however the reception of the story within online communities differed drastically from this. The response to Abeer’s killing reflected a repositioning of the narrative to draw on the human suffering of a child-victim and the murder of her parents and younger sister.
A Alteridade de Abeer
The Othering of Abeer
Em 12 de março de 2006, cinco soldados do Exército dos Estados Unidos do 502º Regimento de Infantaria, o SGT Paul E.
On March 12th 2006, five U.S. Army soldiers of the 502nd Infantry Regiment, SGT Paul E.
Cortez, SPC James P. Barker, PFC Jesse V. Spielman, PFC Brian L. Howard e PFC Steven D. Green deixaram o seu posto de controle em direção à fazenda da família Janabi, a sudoeste da aldeia de Yusufiyya, na cidade de Mahmudiyah, Iraque. Enquanto Howard atuava como vigia, os outros quatro entraram na casa da família. Isso ocorreu em seguimento a um plano elaborado pelos agressores para estuprar uma menina "Hajji". Depois do meio-dia daquele dia, os soldados entraram na casa, onde Barker, Cortez e Green se revezaram para estuprar Abeer. Os demais membros da família foram mortos a tiros. Os homens então mataram Abeer a tiros, atearam fogo ao seu corpo e deixaram a casa. Green, também ex-operador de drones, declarou que estuprou Abeer, de 14 anos, e a matou junto com sua família porque "ele não via os iraquianos como seres humanos".6
Cortez, SPC James P. Barker, PFC Jesse V. Spielman, PFC Brian L. Howard and PFC Steven D. Green left their checkpoint for the Janabi farmhouse to the southwest of the village of Yusufiyya, in the town of Mahmudiyah, Iraq. As Howard acted as a lookout, the other four entered the family home. This was subsequent to a plan devised by the assailants of raping a ‘Hajji’ girl. After noon that day, the soldiers entered the home where Barker, Cortez and Green took turns to rape Abeer. The remaining members of the family were shot dead. The men then shot dead Abeer, set her body on fire and left the house. Green, also an ex-drone operator, stated that he raped the 14-year old Abeer and killed her alongside her family because ‘he didn’t view Iraqis as human.’6
O blog Daily Kos, fundado por Markos Moulitsas em 2002, é um dos blogs políticos mais populares até hoje.7 O blog é uma alternativa orientada para a discussão aos meios de comunicação convencionais, permitindo que os bloguistas critiquem e se baseiem em reportagens já existentes na mídia tradicional. Curiosamente, ele hospeda mais de 25 artigos/postagens que contêm algumas informações relativas a Abeer e aos assassinatos de Mahmudiyah, de 2006 até o presente. As postagens do Daily Kos baseiam-se na resposta silenciosa da mídia e procuram enfatizar a idade dela e a diferença de atenção da mídia dada ao caso.
The Daily Kos blog, founded by Markos Moulitsas in 2002 is one of the most popular political blogs to date.7 The blog is a discussion-oriented alternative to mainstream media enabling bloggers to critique and draw on existing reports in mainstream media. Interestingly, it hosts more than 25 articles/posts that contain some information pertaining to Abeer and the Mahmudiyah killings from 2006 to the present. The Daily Kos posts draw on the muted media response and seek to emphasise her age and the differential media attention to the case.
Aprendendo com os abutres e os campos de concentração
Learning from Vultures and Concentration Camps
Um poema do romancista, poeta e crítico social nigeriano Chinua Achebe, intitulado "Vultures" ("Abutres"), explora essa natureza conflitante do homem. Ele nos desafia a imaginar as características contrastantes da vida de um abutre. O abutre repousa sua "cabeça amassada" sobre um "osso quebrado de uma árvore morta". Como necrófago, ele vigia seus "restos ocos ao alcance fácil de olhos frios e telescópicos", tendo "bicado os olhos" de seu "cadáver inchado em uma vala alagada e comido as coisas de suas entranhas". A cena é sombria e repulsiva, até que vemos outro lado, contrastante, do abutre. Por exemplo, Achebe descreve como é estranho que o mesmo abutre demonstre "amor" ao arrumar e limpar o local coberto de sangue e sujeira. O abutre chega até a dormir com "o rosto voltado para a parede!" e sem olhar para a desolação que o cerca. Ele chega a "aninhar-se junto ao seu companheiro". É com essa dualidade em mente que Achebe então volta nossa atenção para os seres humanos. Eles também podem existir com tais dualidades, e ser percebidos como tal.
A poem by the Nigerian novelist, poet and social critic Chinua Achebe entitled “Vultures” draws on such a conflicting nature of man. It challenges us to imagine the juxtaposing features of a vulture’s life. The vulture rests its “bashed in head” on a “broken bone of a dead tree”. A scavenger, it keeps a watch on its “hollowed remnants in easy range of cold telescopic eyes” having “picked the eyes” of its “swollen corpse in a water-logged trench and ate the things in its bowel.” The scene is bleak and repulsive - until we see another, contrasting, side to the vulture. For example, Achebe describes how strange it is that the same vulture demonstrates “love” by tidying and cleaning its site of blood and gore. The vulture will even sleep with “her face turned to the wall!” and not looking upon the bleakness that surrounds her. It will even “nestle close to his mate”. It is with this duality in mind that Achebe then turns our focus towards human beings. They too can exist with such dualities, and be perceived as such.
Um exemplo adicional disso encontra-se no caso do campo de Belsen e no mandamento ali emitido. O campo de Bergen-Belsen, situado no norte da Alemanha, era um campo de concentração usado na execução de judeus durante o Holocausto. Aproximadamente 50.000 judeus encontraram a morte no campo, incluindo a conhecida diarista infantil Anne Frank. Achebe descreve o mandamento:
A further example of this rests in the example of the Belsen Camp and the commandment issued therein. The Bergen-Belsen camp, situated in northern Germany was a concentration camp used in the execution of Jews in the Holocaust. Approximately 50,000 Jews met their death at the camp including well-known child diarist Anne Frank, Achebe describes the commandment:
"…Assim também o Comandante de Belsen."
3 http://Qur’ān.ksu.edu.sa/tafseer/tabary/sura27-aya14.html.
3 http://Qur’ān.ksu.edu.sa/tafseer/tabary/sura27-aya14.html.
4 http://Qur’ān.ksu.edu.sa/tafseer/saadi/sura27-aya14.html#saadi.
4 http://Qur’ān.ksu.edu.sa/tafseer/saadi/sura27-aya14.html#saadi.
5 Ibn Kathīr, al-Bidāya wa al-nihāya 4/55.
5 Ibn Kathīr, al-Bidāya wa al-nihāya 4/55.
"6 Mail Foreign Service, ‘‘I didn’t think of Iraqis as humans,’ says U.S."
6 Mail Foreign Service, ‘‘I didn’t think of Iraqis as humans,’ says U.S.
soldado que estuprou uma menina de 14 anos antes de matá-la e à sua família’ - dailymail.co.uk/news/article-1340207/I-didnt-think-Iraqis-humanssays-U-S-soldier-raped-14-year-old-girl-killing-her-family .html.
soldier who raped 14-year-old girl before killing her and her family’ - dailymail.co.uk/news/article-1340207/I-didnt-think-Iraqis-humanssays-U-S-soldier-raped-14-year-old-girl-killing-her-family .html.
7 J.W. Rettberg, Blogging (Polity Press, Malden, MA: 2008), pp. 15-17.
7 J.W, Rettberg, Blogging (Polity Press, Malden, MA: 2008), pp. 15-17.
8 'Nunca dezesseis, e tão profundamente sentida' - https://m.dailykos.com/ stories/373559.
8 ‘Never Sixteen, and so Sorely Missed’ - https://m.dailykos.com/ stories/373559.
9 http://abeermemorial.blogspot.com.
9 http://abeermemorial.blogspot.com.
10 Kaplan, E.A., "Empatia e cultura do trauma: representando a catástrofe", in Coplan A., Goldie P. (2011), Empathy:
10 Kaplan, E.A., ‘Empathy and Trauma Culture: Imaging Catastrophe’, in Coplan A., Goldie P. (2011), Empathy: