4. Ibadah
4. Ibadah
Assim como os outros dois termos básicos já tratados, o termo ’ibadah também possui vários significados diferentes, todos relacionados entre si. O conceito básico implícito na palavra-raiz, ’abd, é o de reconhecer que outro, que não o próprio indivíduo, detém a supremacia ou o domínio, e de abdicar da própria liberdade e independência em favor desse senhorio.
Like the other two basic terms already dealt with, the term ’ibadah too has several different meanings, though all related to each other. The basic concept implied by the root word, ’abd, is that • Of acknowledging someone other than oneself as holding supremacy or enjoying over lordship and of abdicating one’s freedom and independence in big favour.
• De abandonar qualquer resistência a ele ou desobediência a ele.
• Of relinquishing any resistance to or disobedience of him.
• Da entrega total de si à Sua autoridade.
• Of surrendering oneself totally to his authority.
Visto que a escravidão ou a servidão também equivalem a uma condição semelhante, o primeiro sentido que a palavra transmite à mente de qualquer árabe é justamente este fator, ou seja, a escravidão ou a servidão.
Since slavery or bondage too are tantamount to similar status, the first sense the word conveys to the mind of any Arab is of this very factor, namely, slavery or bondage.
Além disso, como a função principal de um escravo é obedecer ao seu senhor e cumprir os seus desejos, a palavra também carrega o sentido de submissão e obediência.
Also, since the primary role of a slave is to obey his master and carry out his wishes, the word also carries the sense of submission and obedience.
Em seguida, um escravo não apenas se submete fisicamente à vontade de seu senhor, mas também mentalmente aceita a sua supremacia. Se, ao mesmo tempo, ele sente gratidão pelas suas bondades e favores, sente-se espontaneamente inclinado a fazer um esforço extra para exaltar o senhor e demonstrar-lhe respeito e consideração. Ele expressa e demonstra sua obrigação de muitas maneiras para mostrar seu profundo apego, de um modo que se aproxima quase da adoração, embora, obviamente, isso só se manifeste quando, além do vínculo físico de servidão, existe também um vínculo mental.
Next, a slave not only submits himself to the will of his master physically, but mentally too he accepts his supremacy, and if he at the same time has feelings of gratitude for his kindnesses and favours, he is inclined spontaneously to go out of his way in extolling the master and in showing respect and regard for him. He expresses and demonstrates his obligation in many ways to show his deep attachment, in a manner amounting almost to worship although, obviously, this comes into play only when, in addition to physical bondage, there is mental attachment too.
Existem outros dois sentidos em que a palavra, ou os seus derivados, também são empregados, mas são secundários, por isso não é necessário aprofundá-los nesta fase.
There are two other senses also in which the word or its derivatives are employed, but they are secondary, and hence it is not necessary to go into them at this stage.
O Uso Corânico do Termo
The Qur'ānic Use of the Term
Ao estudarmos o Alcorão, constatamos que a palavra é empregada integralmente nos três sentidos explicados acima, exceto que, em certas ocasiões, o primeiro e o segundo sentidos são implicados em conjunto; em outras, somente o segundo; em outras ainda, somente o terceiro e, em outros lugares, os três sentidos.
On studying the Qur'ān we find that, the word is used wholly in the three senses explained above, except that on occasion both the first and the second senses are implied, on others the second only, on still others the third only and, in yet other places, all the three.
Aqui estão exemplos de uso no primeiro e no segundo sentido:
Here are examples of use in the first and second senses:
Então enviamos Musa e seu irmão Haroon, com provas claras de sua profecia, ao Faraó e aos seus nobres, mas eles os trataram com desdém por causa da arrogância nascida do poder. "Deveríamos", disseram eles, "crer em dois simples humanos como nós, e ainda por cima de um povo que está escravizado a nós?" (al-Mu'minoon 23:45-47)
(i) Then We sent Musa and his brother Haroon, with clear proofs of their Prophethood to the Pharaoh and his nobles, but they treated them with disdain because of haughtiness born of power. ‘Should we,’ they said, ‘believe in two mere humans like ourselves, and that too of a nation which is in bondage to us?’ (al-Mu’minoon 23:45-47)
(ii) E Faraó lembrou a Mūsā de tê-lo criado desde a infância, (ao que Mūsā respondeu): "Quanto ao favor de que me lembras, não foi ele apenas porque tu escravizaste os Banī Isrā'īl (sem o que eu talvez nunca teria entrado na tua casa)?"" (ash-Shu'arā' 26:23)
(ii) And the Pharaoh reminded Musa of having reared him from his childhood, (to which Musa replied):‘as for the obligation you remind me of, is it not a fact that happened only because you had made the Bani Israel your slaves (but for which fact I may never have come into your household)?”’(ash-Shu’araa’ 26:23)
As palavras ’aabidoon e ’abbadta, empregadas respectivamente nos dois versículos, implicam servidão, submissão e obediência. Quando o Faraó usou a primeira palavra em relação à nação de Hazrat Musa e Hazrat Haroon, o que queria dizer era que os Bani Israel estavam em servidão aos egípcios e totalmente submissos a eles. E, quando Hazrat Musa (que a paz esteja com ele) usou a segunda palavra em resposta ao Faraó, quis dizer que este havia escravizado os Bani Israel e os fizera cumprir as suas ordens.