Introdução
Introduction
Os líderes mais importantes do mundo reconhecem o fato de que uma profunda depressão econômica está abrangendo todo o mundo, e dezenas de economistas e políticos citam as ideias centrais do sistema econômico do capitalismo como causa-raiz do problema. Os líderes do G8, em sua reunião na Itália em julho de 2009, afirmaram na Declaração dos Líderes do G8: Liderança Responsável por um Futuro Sustentável: “Continuamos focados na crise econômica e financeira e em suas consequências humanas e sociais”. Essa crise levou estudiosos como Francis Fukuyama a soar o alarme sobre o capitalismo e a democracia. Ele escreveu em seu artigo “The Fall of America, Inc.”:
Top leaders of the world acknowledge the fact that a deep economic depression is encompassing the entire world and scores of economists and politicians cite the core ideas of the economic system of capitalism as a root cause of the problem. The G8 leaders in their meeting in Italy in July 2009 stated in the G8 Leaders Declaration: Responsible Leadership for a Sustainable Future: “We remain focused on the economic and financial crisis and its human and social consequences” . This crisis prompted scholars like Francis Fukayama to blow the siren on capitalism and democracy. He wrote in his article “The Fall of America, Inc.” :
Junto com algumas das mais célebres firmas de Wall Street, uma certa visão do capitalismo entrou em colapso. Como restaurar a confiança em nossa marca. A implosão dos bancos de investimento mais famosos da América. O desaparecimento de mais de um trilhão de dólares em valor de mercado de ações em um único dia. Um pacote de US$ 700
Along with some of Wall Street’s most storied firms, a certain vision of capitalism has collapsed. How we restore faith in our brand. The implosion of America’s most storied investment banks. The vanishing of more than a trillion dollars in stock-market wealth in a day. A $700
bilhões de dólares de conta para os contribuintes dos EUA. A escala do colapso de Wall Street dificilmente poderia ser mais gigantesca. Ainda assim, enquanto os americanos perguntam por que estão tendo de pagar somas tão espantosas para impedir que a economia implode, poucos estão discutindo um custo mais intangível, mas potencialmente muito maior para os Estados Unidos: o dano que a crise financeira está causando à imagem do país.
billion tab for U.S. taxpayers. The scale of the Wall Street crackup could scarcely be more gargantuan. Ye t even as Americans ask why they’re having to pay such mind-bending sums to prevent the economy from imploding, few are discussing a more intangible, yet potentially much greater cost to the United States—the damage that the financial meltdown is doing to America’s brand.
O professor de economia da Universidade de Massachusetts, Richard Wolff, analisa as causas profundas da atual crise econômica, mostrando como ela reflete falhas sísmicas nas próprias estruturas do estilo americano de capitalismo. O professor Wolff afirma que a crise atual é a maior crise do capitalismo em sua vida. Ele sugere que mudanças mais fundamentais precisam ser feitas para evitar catástrofes futuras.
University of Massachusetts economics professor Richard Wolff breaks down the root causes of today’s economic crisis, showing how it reflects seismic failures within the structures of American style of capitalism itself . Professor Wolff declares that the current crisis is the greatest crisis of capitalism in his lifetime. He suggests that more fundamental changes need to be made to avoid future catastrophes.
A atual crise econômica e a enxurrada de críticas dirigidas ao capitalismo apontam para uma tendência importante na história contemporânea dos sistemas e ideologias: a queda do capitalismo.
The current economic crisis and the score of criticisms targeted at capitalism point to one important trend in the contemporary history of systems and ideologies; that is the downfall of capitalism.
Outra tendência que chama a atenção tanto de estudiosos quanto de políticos é a ligada à ascensão do islamismo político e à busca pela restauração de um modelo islâmico de governança e economia em uma vasta extensão geográfica do mundo. A referência mais explícita a essa tendência é feita por Noah Feldman em seu livro The Fall and Rise of the Islamic State. Feldman sustenta que o Estado islâmico, que caiu em 1924, está sendo
Yet another trend which captures the attention of scholars as well as politicians is the one related to the rise of political Islam and the quest for the reestablishment of an Islamic model of governance and economy in a large geographic span of the world. The most explicit reference to this trend is made by Noah Feldman in his book The Fall and Rise of the Islamic State . Feldman argues that the Islamic state which fell in 1924 is being 4
reconstruída hoje. Ele afirma:
reconstructed today. He states:
Em termos simbólicos e práticos, o Estado Islâmico morreu em 1924. No entanto, hoje o Estado Islâmico volta a cavalgar . . . A tendência está a favor deles. Em países muçulmanos que se estendem geograficamente do Marrocos à Indonésia, maiorias substanciais afirmam que a Shari'ah deve ser a fonte de direito para os seus estados. (Feldman, pp. 2)
In both symbolic and practical terms, the Islamic State died in 1924. Ye t today, the Islamic State rides again . . . The trend is with them. In Muslim countries running the geographical span from Morocco to Indonesia, substantial majorities say that the Shari’ah should be the source of law for their states. (Feldman, pp. 2)
Outra versão da tendência do "Islã em ascensão" é apresentada em um artigo recente publicado por Patrick Buchanan na revista online Townhall.com, sob o título "Uma Ideia Cujo Tempo Chegou"5. Pat Buchanan escreveu:
Another account of the “rising Islam” trend is depicted in a recent article published by Patrick Buchanan in the Townhall.com online magazine under the title “An Idea Whose Time Has Come”5. Pat Buchanan wrote:
Mas hoje, dezenas de milhões de muçulmanos parecem estar . . . retornando às suas raízes em um Islã mais puro. De fato, a resistência da fé islâmica é espantosa. O Islã sobreviveu a dois séculos de derrotas e humilhações do Império Otomano e à abolição do califado por Atatürk. Suportou gerações de domínio ocidental. Sobreviveu aos monarcas pró-ocidentais do Egito, do Iraque, da Líbia, da Etiópia e do Irã.
But today, tens of millions of Muslims appear to be . . . returning to their roots in a more pure Islam. Indeed, the endurance of the Islamic faith is astonishing. Islam survived two centuries of defeats and humiliations of the Ottoman Empire and Ataturk’s abolition of the caliphate. It endured generations of Western rule. It outlasted the pro-Western monarchs in Egypt, Iraq, Libya, Ethiopia and Iran.
O Islã repeliu facilmente o comunismo, sobreviveu à derrota do nasserismo em 1967 e mostrou-se mais duradouro do que o nacionalismo de Arafat ou de Saddam. Agora, resiste à última superpotência do mundo.
Islam easily fended off communism, survived the rout of Nasserism in 1967 and has proven more enduring than the nationalism of Arafat or Saddam. Now, it is resisting the world’s last superpower.
A literatura publicada sobre qualquer uma das duas questões — a queda do capitalismo ou a ascensão do Islã — é notavelmente vasta. O que não é comum na literatura é encontrar as duas questões discutidas na mesma plataforma. Recentemente, "a queda do capitalismo e a ascensão do Islã" foi o título de uma conferência realizada na área de Chicago. A conferência gerou reações mistas, tanto nas comunidades muçulmanas como nas não muçulmanas. É interessante notar que, quando cada dimensão do assunto é discutida separadamente, a reação é muito menos dramática do que quando as duas questões são abordadas simultaneamente. A combinação dos dois temas provoca dezenas de blogs, publicações no Twitter, sites e comentários na mídia. É precisamente essa combinação que será o tema deste livro.
The published material on either of the issues—the fall of capitalism or the rise of Islam—is notably large. What is not common in the literature is to have both issues discussed in the realm of the same platform. Recently, the “fall of capitalism and the rise of Islam” was a title of a conference convened in the Chicago area. The conference generated mixed reactions from both Muslim and non-Muslim communities. It is interesting to note that when each dimension of the subject is discussed separately, the reaction is far less dramatic than when both issues are addressed simultaneously. The combination of both topics provokes scores of Blogs, Twitters, sites, and media commentaries. It is this combination which will be the subject of this book.
É também incomum que os muçulmanos participem da discussão política sobre o destino do capitalismo. Estudantes de ciência política, história, teologia e movimentos globais estão acostumados a ler os relatos de socialistas, comunistas, acadêmicos e políticos de think tanks sobre a situação difícil do capitalismo. Mas raramente encontramos muçulmanos abordando essa questão a partir de uma perspectiva islâmica. Este livro apresentará um relato sobre o capitalismo a partir da perspectiva de um muçulmano e do ponto de vista do Islã.
It is also uncommon for Muslims to be involved in the political discussion on the fate of capitalism. Students of political science, history, theology, and global movements are accustomed to reading the accounts of socialists, communists, academics, and think tank politicians on the plight of capitalism. But rarely we find Muslims addressing this issue from an Islamic perspective. This book will provide an account of capitalism from the perspective of a Muslim and the viewpoint of Islam.

A crise mais recente do mundo econômico capitalista de fato provocou várias investigações sobre alternativas econômicas islâmicas. Mas esses investigadores continuam a fazê-lo em busca de soluções temporárias para uma economia debilitada, em vez de procurar um sistema econômico abrangente, com fundamentos e estruturas diferentes dos exibidos pelo capitalismo e pelo socialismo. Um dos objetivos desta publicação é apresentar uma visão abrangente do Islã como uma ideologia que compreende um sistema econômico, político e social, bem como um sistema de valores e de ética, tudo aliado a um preenchimento espiritual da alma humana.
The most recent crisis of the capitalist economic world did provoke several inquiries into the Islamic economic alternatives. But those inquirers continue to be made in search of temporary fixes for an ailing economy instead of looking for a comprehensive economic system with different foundation and structures than those exhibited by capitalism and socialism. One objective of this publication is to present a comprehensive view of Islam as an ideology which comprises economic, political, and social system as well as a system of values and ethics, all coupled with a spiritual filling of the human soul.
Este livro não é um desdobramento do "choque de civilizações" profetizado por Samuel Huntington. Antes, trata-se de uma descrição de uma tendência em curso no cenário global; veja a figura 1. De um lado, as ideologias do nacionalismo, do socialismo e do capitalismo ou já desapareceram ou ainda estão desaparecendo. Do outro lado, os fundamentos para o renascimento de um Estado islâmico governado pela Shari'ah do Islã continuam a se fortalecer.
This book is not an outgrowth of the “clash of civilizations” as prophesied by Samuel Huntington . Rather, it is a depiction of an ongoing trend in the global arena; see figure 1. On one side, the ideologies of nationalism, socialism, and capitalism either have faded or are still fading. On the other side, the grounds for the rebirth of an Islamic state governed by the Shari’ah of Islam continue to strengthen.
Crise Financeira e Econômica
Financial and Economic Crisis
A crise financeira não é um fenômeno novo no mundo do capitalismo. Os Estados Unidos e a Europa passaram por várias recessões e/ou depressões nos últimos cem anos. Diferentemente de todas as crises e turbulências do passado, desta vez a crise financeira suscitou sérias preocupações sobre a situação precária do capitalismo, a infraestrutura básica do atual sistema financeiro e econômico. Quando os mercados de ações e de commodities atingiram o fundo do poço em 2008, o capitalismo passou a ser visto como gravemente doente. Por mais surpreendente que a história possa ser, o Estado Islâmico Otomano foi visto como o homem doente do mundo no final do século XIX; naquela época, o capitalismo emergia como o saudável e esplêndido. Hoje, e após um longo século de sucesso, o capitalismo está se tornando o homem doente do mundo; o Islã, agora, está emergindo como o saudável e esplêndido.
The financial crisis is not a new phenomenon in the world of capitalism. The United States and Europe have gone through several recessions and/ or depressions for the last hundred years. Unlike all crisis and turmoil of the past, this time around, the financial crisis raised serious concern about the plight of capitalism, the backbone infrastructure of the current financial and economic system. When stock and commodity markets hit rock bottom in 2008, capitalism was viewed as seriously sick. As astonishing as history could be, the Islamic Ottoman State was viewed as the sick man of the world in the late nineteenth century; then, capitalism was emerging as the healthy splendid one. Today and after a long century of success, capitalism is becoming the sick man of the world; Islam, now, is emerging as the healthy and splendid one.
O Financial Times publicou uma série de artigos intitulada "O Futuro do Capitalismo". Economistas, políticos e filósofos viram a Grande Recessão de 2007-09 como um marco histórico e produziram novas visões de um capitalismo transformado. O comentarista-chefe de economia do Financial Times de Londres, Martin Wolf, faz a seguinte conclusão em seu artigo "Esta Crise É um Momento, Mas É um Momento Decisivo?":
The Financial Times ran a series of articles titled “The Future of Capitalism.” Economists, politicians, and philosophers saw the Great Recession of 2007-09 as a historic watershed and produced new visions of a changed capitalism. Chief economics commentator at the London Financial Times Martin Wolf makes the following conclusion in his article “This Crisis Is a Moment, but Is It a Defining One?” :
Minha suposição é que esta crise acelerou algumas tendências e demonstrou que outras são insustentáveis. Ela prejudicou a reputação da economia. Deixará um legado amargo para o mundo. Mas ainda assim pode não marcar um divisor de águas histórico. Parafraseando o que se dizia na morte dos reis: "o capitalismo está morto; viva o capitalismo".
Crise Moral por Trás da Crise Financeira
Moral Crisis behind the Financial Crisis
Tornou-se costume entre economistas, políticos e pensadores atribuir traços como a ganância e o medo à origem da atual crise financeira e da recessão econômica. De forma mais geral, pensadores e políticos proeminentes apontam a crise moral como causa de fracassos em escala ainda maior. Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional no governo Carter, alerta que os Estados Unidos perderam a bússola moral necessária para sustentar sua liderança mundial. Nas palavras do próprio Brzezinski, "A posição moral da América foi manchada . . . a ausência de convicções morais deixa espaço para a demagogia que explora crises repentinas e novos temores"11.
It has become customary for economists, politicians, and thinkers to claim that traits such as greed and fear were behind the current financial crisis and economic downturn. In a more general case, prominent thinkers and politicians put the moral crisis behind failure at a larger scale. Zbigniew Brzezinski, the former national security advisor in the Carter administration, warns that the United States has lost the moral compass which is necessary for the United States to sustain its world leadership. In Brzezinski’s own words, “The moral standing of America has been tarnished . . . the absence of moral convictions leaves opportunities for demagogy that exploits sudden crises and new fears”11.
Jimmy Carter aborda a crescente crise moral nos Estados Unidos em seu livro “Our Endangered Values: America’s Moral Crisis”12. Seu tema é resumido nas seguintes palavras: “Extensas e profundas são as transformações que agora estão ocorrendo em nossos valores morais básicos, no discurso público e na filosofia política.” Dezenas de economistas, políticos e comentaristas atribuíram a atual crise financeira e a recessão econômica à falta de valores morais e de ética no mercado. Segundo Barack Obama, “nós desculpamos e até abraçamos uma ética da ganância... encorajamos um ambiente de ganhar-tudo, vale-tudo”13. O candidato presidencial republicano John McCain disse que a crise financeira foi causada por “ganância, corrupção e excesso... enquanto Wall Street tratava a economia americana como um cassino”14. George Bush citou a ganância corporativa e os excessos do mercado quando afirmou que “Wall Street ficou bêbada”15. Ralph Nader diz que previu a atual crise de Wall Street, que ele acredita ter sido causada por “pura ganância”25. Refletindo sobre os acontecimentos em Wall Street, um repórter da CNN fez uma declaração incomumente direta: “Os mercados são movidos por duas coisas: medo e ganância.” Oskari Juurikkala, pesquisador do Instituto de Direito Econômico Internacional da Finlândia, escreveu “Greed Hurts: Causes of the Global Financial Crisis”16. Oskari afirma que a atual crise econômica prova que “a ganância é maligna”, referindo-se ao fato de que a ganância é uma das principais causas da crise atual. John Steele Gordon, autor especializado em história financeira e empresarial e autor de An Empire of Wealth: The Epic History of American Economic Power, aponta a ganância, a estupidez e a ilusão como fatores principais da atual crise financeira17.
A Ascensão do Islã
The Rise of Islam
Como o Islã poderia ser uma alternativa ao capitalismo? Em que capacidade o Islã está sendo investigado? O Islã não é apenas mais uma religião, como o Cristianismo e o Judaísmo? Que tipo de "ascensão" estamos falando, se o Islã existe há mais de catorze séculos? Essas e muitas outras questões serão abordadas neste livro na parte 2. Mas, antes disso, vejamos como o Islã foi diretamente associado e trazido para o debate desde que a crise financeira começou a se espalhar pelo mundo. Em tantos relatórios, discussões e fóruns, as práticas financeiras islâmicas foram citadas como as mais estáveis e imunes à crise atual.
How could Islam be an alternative to capitalism? In what capacity is Islam being investigated? Isn’t Islam just another religion like Christianity and Judaism? What type of “rise” are we talking about if Islam has been with us for the past fourteen hundred years? These and many more questions will be addressed in this book in part 2. But before we do so, let’s see how Islam has been directly tagged and brought into the picture since the financial crisis began to sweep the world over. In so many reports, discussions, and forums, the Islamic financial practices have been cited as the most stable and immune in the current crisis.
Talvez a obra de Charles Tripp, Islam and the Moral Economy: The Challenge of Capitalism, seja a mais relevante nesse sentido, uma vez que coloca o Islã em contraste direto com o capitalismo26. Seu argumento é que o capitalismo influenciou fortemente o comportamento dos muçulmanos nas últimas décadas. Hoje, a tendência segue no sentido oposto: busca-se que o Islã modifique práticas no mundo do capitalismo. As propriedades intrínsecas do Islã serão exploradas para verificar por que e como o Islã pode se contrapor ao capitalismo.
Perhaps the work of Charles Tripp Islam and the Moral Economy: The Challenge of Capitalism is the most relevant in this respect, since he places Islam in a direct contrast with capitalism26. His argument is that capitalism has greatly influenced the Muslims’ behavior in the past few decades. Today, the trend is in the opposite direction. Islam is sought to modify practices in the world of capitalism. The intrinsic properties of Islam will be explored to see why and how Islam can contrast capitalism.
Em um artigo publicado pelo New York Times em 24 de dezembro de 2008, James Joyner relata que a crise financeira global tem sido um momento de crescimento para os bancos islâmicos, que evitaram grande parte dos danos da crise das hipotecas *subprime* ao seguir os princípios rigorosos estabelecidos no Alcorão. A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, prometeu fazer ajustes no arsenal regulatório e jurídico para permitir que Paris se torne um importante mercado de finanças islâmicas; ela declarou: “Os financistas ocidentais poderiam aprender uma ou duas coisas com o mundo islâmico, à medida que os líderes globais tentam estabelecer novos princípios para o sistema financeiro internacional, baseados em transparência, responsabilidade e moderação”27. O vice-secretário do Tesouro dos EUA, Robert M. Kimmit, durante uma visita a Jidá, na Arábia Saudita, foi citado como tendo dito que especialistas de sua agência têm estudado as características do banking islâmico28. O Islã passa a ser considerado mais uma solução do que um problema. Majed al-Refaie, diretor do Unicorn Investment Bank, com sede no Bahrein, explica o motivo dessa mudança: “A beleza do banking islâmico e a razão pela qual ele pode ser usado como substituto para o mercado atual é que você só promete aquilo que possui”28. Embora essa seja uma explicação simplista demais para o fenômeno da ascensão do Islã, ela aponta para a direção de uma nova tendência.