8.2 Capítulo Dois: A Opinião de que Outros Tributos, Além do Zakat, Podem Ser Impostos
8.2 Chapter Two The View That Other Dues Besides Zakah May Be Imposed
Outros eruditos, já desde a época dos Companheiros e dos Seguidores, acreditam que existem outras obrigações financeiras além da zakat. Entre eles estão 'Umar, 'Ali, Abu Dharr, A'ishah, Abu Hurairah, al-Hasan bin 'Ali e Fatimah bint Qais (todos Companheiros), bem como os Seguidores al-Sha'bi, Mujahid, Taus, 'Ata e vários outros.
Other scholars, as early as the era of the Companions and Followers, believe there are other financial dues besides zakah. These include 'Umar, 'Ali, Abu Dharr, A'ishah, Abu Hurairah, al Hasan bin 'Ali, and Fatimah bint Qais (all Companions), as well as the Followers al Sha'bi, Mujahid, Taus, 'Ata, and several others.
A evidência
The evidence
Essas pessoas argumentam que o versículo "Não é virtude que volteis vossos rostos para o Oriente ou para o Ocidente; a virtude é crer em Deus e no Último Dia, nos anjos, no Livro e nos profetas, dar do que amais aos parentes, aos órfãos, aos necessitados, ao viajante, aos que pedem e para libertar os cativos; observar a oração, pagar o zakat, cumprir os compromissos assumidos, ser firme e paciente na adversidade, na desgraça e nos momentos de aflição. São estes os que são verdadeiros e estes são os tementes a Deus" indica que existem tributos além do zakat. Al-Tirmidhi e outros relatam, por meio de Fatimah bint Qais, que ela (ou outra pessoa) perguntou ao Profeta ﷺ sobre o zakat. Ele respondeu: "Certamente existem tributos além do zakat sobre a riqueza". Em seguida, o Profeta ﷺ recitou este versículo da surata al-Baqarah: "Não é virtude... ." Apesar de sua fraqueza, al-Tirmidhi diz que este dito é apoiado e reforçado pelo versículo. De fato, o versículo por si só é evidência suficiente, pois torna a doação de dinheiro uma das condições da virtude, além da oração e do zakat. Al-Qurtubi comenta: "Mesmo apesar da crítica dirigida ao dito, seu significado permanece correto, pois está implícito no próprio versículo, que diz: '... observar a oração e pagar o zakat'. Ele menciona o zakat junto com a oração, o que significa que as palavras no início do versículo '... dar do que amais' referem-se a outros pagamentos, não incluídos na palavra 'zakat'."
These people argue that the verse "It is not righteousness that ye turn your faces toward east or west, but it is righteousness to believe in God and the Last Day, and the angels, and the Book, and the messengers, to spend of your sustenance -- in spite of your love for it -- for your kin, for orphans, for the needy, for the wayfarer, for those who ask, and for the ransom of slaves, to be steadfast in prayers and practice zakah to fulfill the pledges which ye have made, and to be firm and patient in pain and adversity, and through out all periods of panic. Such are the people of truth, the God fearing" indicates there are dues besides zakah. Al Tirmidhi and others report from Fatimah bint Qais that she (or someone else) asked the Prophet (p) about zakah. He answered, "Indeed there are dues besides zakah on wealth." Then the Prophet recited this verse from sura al Baqarah: "It is not righteousness . . . ." Despite its weakness, al Tirmidhi says this saying is supported and strengthened by the verse. In fact, the verse alone is sufficient evidence, since it makes giving money one of the conditions of righteousness, in addition to prayers and zakah. Al Qurtubi comments, "Even despite the criticism addressed to the saying, its meaning remains correct, because it is implied by the verse itself, which reads' . . . to be steadfast in prayer and practice zakah.' It mentions zakah along with prayers, which means the words at the beginning of the verse '. . . to spend of your sustenance' refer to other payments, not included in the word 'zakah'.
Caso contrário, este versículo teria repetição desnecessária.1
Otherwise, this verse would have unnecessary repetition.1
Ninguém pode argumentar que o gasto mencionado no versículo se refere apenas a contribuições voluntárias, pois o versículo foi revelado em resposta à predileção judaica pela formalidade e pelo ritualismo, para mostrar os elementos da verdadeira retidão. Assim, o versículo enumera apenas elementos básicos, como é evidente pelos outros elementos mencionados no versículo: crer em Deus e no Último Dia, praticar a oração e o zakat, cumprir as promessas e os contratos, etc., etc.
No one can argue that the spending mentioned in the verse refers merely to voluntary contributions, since the verse was revealed as a reply to the Jewish vogue for formality and ritualism, to show the elements of true righteousness. Thus the verse lists only basic elements, as is obvious from the other elements mentioned in the verse: believing in God and the Last Day, and practicing prayer and zakah, fulfilling pledges and contracts, etc. etc..
Abu 'Ubaid strongly rejects al Dahhak's claim that this verse is annulled because zakah annuls every other sadaqah mentioned in the Qur'an. Abu 'Ubaid comments, "Such a very daring claim has no substance or supporting evidence. The words of God cannot be annulled by people's claims. If al Dahhak's claim were correct, a phrase in the verse, 'Practice zakah,' must have annulled another phrase in the very same verse, 'spend out of your sustenance.' Such a thing is not possible!"2 Moreover the verse gives information about the character of the righteous, and verses which give information relating to creed or basic beliefs are not subject to annulment. Abu 'Ubaid reports from Ibn 'Abbas that "This verse was sent dow in Madinah at the time when obligations, penalties, and other behavioral requirements were being revealed."3
Abu 'Ubaid strongly rejects al Dahhak's claim that this verse is annulled because zakah annuls every other sadaqah mentioned in the Qur'an. Abu 'Ubaid comments, "Such a very daring claim has no substance or supporting evidence. The words of God cannot be annulled by people's claims. If al Dahhak's claim were correct, a phrase in the verse, 'Practice zakah,' must have annulled another phrase in the very same verse, 'spend out of your sustenance.' Such a thing is not possible!"2 Moreover the verse gives information about the character of the righteous, and verses which give information relating to creed or basic beliefs are not subject to annulment. Abu 'Ubaid reports from Ibn 'Abbas that "This verse was sent dow in Madinah at the time when obligations, penalties, and other behavioral requirements were being revealed."3
A segunda prova: os deveres sobre a agricultura
The second proof: dues on agriculture
Após descrever a bênção que Deus produz para a humanidade, incluindo jardins com parreiras, tâmaras, cereais, romãs, azeitonas, etc., Deus diz: "Comei de seus frutos quando frutificarem, mas pagai o seu direito no dia da colheita. E não desperdiceis, pois Deus não ama os desperdiçadores."4 Argumenta-se que este "direito devido" é diferente do zakat com base nos seguintes fundamentos:
After describing the bounty God produces for mankind, including gardens with trelisses, dates, grains, pomegranates, olives, etc. God says "Eat of their fruits in their season, but render the dues that are proper on the day that the harvest is gathered. But waste not by excess, for God loves not the wasters."4 It is argued that this "proper due" is different from zakah on the following grounds:
A. O versículo é mequino e foi revelado muito tempo antes de o 'ushr ser obrigatório no período medinense.
A. The verse is Makkan and it was sent long time before 'ushr was obligated during the Madinan period.
B. O versículo ordena dar o direito devido sobre os frutos no dia da colheita. Este não é o momento do pagamento da zakat, pois o ʿushr é pago após a limpeza e a secagem da produção.
B. The verse orders giving the due that is proper on fruits on the day of harvest. This is not the time of zakah payment, since 'ushr is paid after cleaning and drying of the produce.
C. A frase final do versículo "Não desperdicem com excesso..." não se aplica ao zakat, que é uma quantia definida pela Sharia e não está sujeita a extravagância ou excesso.5
C. The concluding sentence in the verse "Waste not by excess . . ." is inapplicable to zakah which is an amount defined by Shari'ah and unsusceptible to extravagance or excess.5
Qualquer afirmação de que os direitos devidos mencionados neste versículo foram posteriormente anulados pelo zakat não pode ser comprovada, porque a anulação não pode ser sustentada por mera probabilidade e alegações. Ibn Hazm acrescenta: "A alegação de anulação feita por qualquer pessoa só pode ser comprovada por um texto ligado ao Mensageiro de Deus ﷺ. Caso contrário, qualquer um poderia alegar a anulação de qualquer versículo ou dito. Afirmar que qualquer texto está anulado equivale a dizer que a obediência a esse texto de Deus não é necessária. Isso só pode ser feito pelo Legislador."6
Any claim that the proper dues mentioned in this verse were later annulled by zakah cannot be substantiated, because annulment cannot be supported by mere probability and claims. Ibn Hazm adds, "Any person's claim of annulment can only be substantiated by a text linked to the Messenger of God (p). Otherwise, anyone could claim the annulment of any verse or saying. To say any text is annulled is equal to saying that the obedience to this text of God is not needed. This can be done by the Legislator alone."6
A terceira prova: os direitos sobre o gado
The third proof: dues on livestock
Temos várias sentenças autênticas que descrevem a prescrição dos direitos devidos sobre os camelos e os cavalos. Al-Bukhari relata de Abu Hurairah que o Profeta (p) disse: "Os camelos cujos direitos devidos não são dados aparecem no Dia da Ressurreição contra o seu dono, mais fortes do que jamais foram, pisoteando-o com seus cascos, e as ovelhas cujos direitos devidos não são dados aparecem diante do seu dono, mais fortes do que jamais foram, pisoteando-o com seus cascos e golpeando-o com seus chifres." O Profeta ﷺ
We have several authentic sayings that describe the prescription of dues on camels and horses. Al Bukhari reports from Abu Hurairah that the Prophet (p) said, "Camels whose proper dues are not given appear on the Day of Resurrection against their owner the strongest they have ever been, trampling him with their hooves , and sheep whose proper dues are not given appear before their owner the strongest they have ever been, trampling him with their hooves and knocking him with their horns." The Prophet (p)
"Uma de suas obrigações é ordenhá-las quando vêm à água [e dar o leite em caridade]."11 Aparentemente, a última frase do hadith abrange tanto os camelos quanto as ovelhas, especialmente porque, numa versão do hadith relatada por Muslim e Abu Dawud, a mesma frase aparece logo após a menção aos camelos.12 É evidente que essa frase faz parte do hadith e não foi acrescentada pelo narrador. Al-Bukhari relata a última frase isoladamente, em referência à parceria agrícola (muzara'a), em outro capítulo.13
adds, "One of their dues is to milk them when they come to water [and to give away that milk]."11 Apparently, the last sentence of the saying covers both camels and sheep, especially since in a version of the saying reported by Muslim and Abu Daud, the same sentence comes just after the talk about camels.12 It is obvious that this sentence is part of the saying and is not added by the narrator. Al Bukhari reports the last sentence alone in reference to sharecropping in another chapter.13
Al-Nasa'i relata, de Jabir: "O Mensageiro de Deus ﷺ disse: 'Quem possuir camelos, vacas e ovelhas e não pagar o que é devido sobre eles, será posto de pé por eles no Dia do Juízo, numa terra plana, e então os animais de cascos duros o pisotearão, e os de chifres o golpearão com seus chifres. Naquele Dia, nenhum deles terá seus chifres quebrados ou cortados.' Perguntamos: 'Ó Mensageiro de Deus, quais são os seus direitos devidos?' Ele respondeu: 'Emprestar o macho para a reprodução, emprestar o balde (a vasilha)'"
Al Nasa'i reports from Jabir, "The Messenger of God (p) says, 'He who owns camels, cows, and sheep who does not give their dues, will be made to stand for them on the Day of Judgement on a flat ground, and then the animals with hard hooves will trample him, and those with horns will knock him with their horns. On that Day, none of them shall have its horns broken or cut off.' We asked, 'O Messenger of God, what are their proper dues?' He answered, 'To lend the male for breeding, to lend the bucket (drawer)
A quarta prova: o direito do hóspede
The fourth proof: the guest's right
Temos um dito correto que estabelece o direito do hóspede sobre o anfitrião, de Khuwailid bin 'Amr. O Mensageiro de Deus ﷺ disse: "Quem crê em Deus e no Último Dia deve honrar o seu hóspede. O direito do hóspede é [ser acolhido] um dia e uma noite, e a generosidade para com o hóspede é [hospedá-lo] por três dias. O que vier além disso é caridade." Isso indica que honrar o hóspede é obrigatório, já que está relacionado à essência da fé, especialmente porque o que ultrapassa três dias é considerado caridade.
We have correct saying that mandate a guest's right on a host from Khuwailid bin 'Amr. The Messenger of God (p) said, "He who believes in God and the Last Day must honor his guest. The guest's right is [to be hosted] one day and one night, and the kindness to the guest is [hosting him] three days. What is above that is a charity."21 This indicates that honoring one's guest is obligatory, since it is related to the essence of faith, especially since what is above three days is considered charity.
Além disso, em outro dito de 'Abd Allah bin 'Amr: "Seu corpo tem um certo direito sobre você, seu olho tem de fato um direito sobre você, seus hóspedes têm de fato um direito sobre você, e sua esposa tem de fato um direito sobre você."22 O direito do hóspede é ainda mais enfatizado em outro dito de Abu Hurairah: "Qualquer hóspede que apareça entre um povo e permaneça privado até a manhã tem o direito de tomar tanto quanto seria sua comida, sem qualquer culpa."23 Al Miqdad bin Ma'dikarib narra que o Mensageiro de Deus ﷺ disse: "Se um homem hospeda um convidado, e o convidado se levanta pela manhã ainda privado, o auxílio e o apoio ao hóspede são dever de todo muçulmano, até que o hóspede tome da colheita e da riqueza do anfitrião o equivalente à sua comida da noite,"24 e "A comida da noite para o hóspede é obrigatória para cada anfitrião muçulmano. Quem tem hóspedes em sua casa e não lhes oferece comida, esta permanece como dívida sobre ele."25 Ibn Hazm diz que Muslim relata de 'Uqbah bin 'Amir: "Perguntamos: 'Ó Mensageiro de Deus ﷺ, você nos envia em certas missões e nos hospedamos por uma noite na casa de certas pessoas, mas elas não nos oferecem comida, então o que você acha?' O Mensageiro de Deus ﷺ respondeu: 'Se vocês se alojarem nas casas de algumas pessoas e elas lhes oferecerem o que é adequado para hóspedes, vocês devem aceitar; mas se não o fizerem, então tomem delas o direito do hóspede que é obrigatório para elas.'" Ibn Hazm acrescenta que al Bukhari relata de 'Abd al Rahman bin Abu Bakr: "Os Companheiros de al Suffah eram pessoas pobres. O Profeta ﷺ disse: 'Quem tem comida para duas pessoas deve levar consigo uma terceira. Quem tem comida para quatro pessoas deve levar uma quinta, e quem tem comida para cinco deve levar consigo uma sexta,' ou como disse o Profeta ﷺ. Assim, Abu Bakr levou para casa três homens, e o Mensageiro de Deus ﷺ levou dez." Estes ditos indicam sem qualquer dúvida que há um direito enfatizado sobre a riqueza do anfitrião muçulmano, a ponto de, se este direito não for concedido, toda a comunidade muçulmana ser chamada a ajudar o hóspede a obter o seu direito. É claro que este direito não é a zakat. O hóspede pode chegar a qualquer momento, enquanto a zakat é obrigatória em momentos definidos. Ibn Hazm diz: "Oferecer comida ao hóspede é uma obrigação de todos os muçulmanos, citadinos ou beduínos, conhecedores ou ignorantes; uma noite por dever de retidão e três dias por bondade; o que for além disso não é obrigatório, embora seja encorajado. Se o anfitrião retiver esse direito devido ao hóspede, o hóspede tem o direito de o tomar à força ou através do tribunal."
A quinta prova
The fifth proof
O Alcorão adverte severamente aqueles que não prestam ajuda aos outros. Deus diz: "Ai dos que oram, mas são negligentes nas suas orações, os que querem apenas ser vistos pelas pessoas, mas recusam até mesmo a ajuda vizinha."30 Abu Dawud relata de Ibn Mas'ud: "Entendíamos que prestar ajuda vizinha, no tempo do Mensageiro de Deus ﷺ, significava emprestar o balde e a panela de cozinhar."31
The Qur'an severely warns those who do not extend help to others. God says, "So woe to the worshipers who are neglectful of their prayers, those who want but to be seen by people, but refuse to extend even neighborly help."30 Abu Daud reports from Ibn Mas'ud, "We understood extending neighborly help at the time of the Messenger of God (p) to mean lending the bucket and the cooking pot."31
Estender esses pequenos serviços é obrigatório, pois o Alcorão diz "ai" para aqueles que se recusam a fazê-lo, equiparando isso a negligenciar as orações ou gostar de ser visto pelas pessoas.
Extending these small services is obligatory, because the Qur'an says "woe" to those who refuse to do it, equating it with neglecting prayers or loving to be seen by people.
Uma advertência tão severa não poderia ser dada se esta ação não fosse obrigatória. Sem dúvida, prestar tal ajuda não está incluído na zakat, por isso deve tratar-se de uma obrigação adicional. Ibn Hazm relata de Ibn Mas'ud: "'Prestar ajuda aos vizinhos' é dar aquilo que as pessoas costumavam pedir emprestado umas às outras, como o machado, as panelas de cozinha e coisas semelhantes."32 Ele relata que Ibn 'Abbas explica "ajuda aos vizinhos" como "emprestar objetos domésticos", e em outra versão, "emprestar coisas".33 Ibn Hazm também relata de 'Ali34 e de Umm 'Atiyah: "É a ajuda nos assuntos domésticos que as pessoas costumam trocar entre si."35 Relata ainda que Ibn 'Umar explica a recusa em prestar ajuda aos vizinhos como "a recusa em dar o direito devido sobre a riqueza". Ibn Hazm acrescenta: "Isto está de acordo com o que foi mencionado anteriormente e com as opiniões de 'Ikrimah, Ibrahim e outros. Não se sabe que algum dos Companheiros tenha discordado neste assunto."36
Such a severe warning cannot be given if this action were not obligatory. No doubt, extending such help is not included in zakah, so it must be an added obligation. Ibn Hazm reports from Ibn Mas'ud, "'Extending neighborly help' is giving what people used to borrow from each other, like the axe, the cooking pots, and similar things."32 He reports that Ibn 'Abbas explains "neighborly help" as "Lending household things," and in another version "Lending things."33 Ibn Hazm also reports from 'Ali34 and Umm 'Atiyah, "It is the help in household matters that is usually exchanged by people."35 He also reports that Ibn 'Umar explains refusing to extend neighborly help as "The refusal to give the right due on wealth." Ibn Hazm adds, "This is consistent with what is mentioned earlier and with the views of 'Ikrimah, Ibrahim, and others. It is not known that any of the Companions disagreed on this matter."36
A sexta prova
The sixth proof
Há vários textos que determinam de forma reiterada que os muçulmanos devem cooperar na prática do bem, na solidariedade, na ajuda e no apoio mútuos, e ter misericórdia uns para com os outros. Há textos que tornam obrigatório alimentar o necessitado como um dever decorrente da fraternidade, da fé e da religião. Deus diz: "E ajudai-vos uns aos outros na piedade e na retidão, mas não vos ajudeis uns aos outros no pecado e na agressão."37 Ele descreve os crentes como "compassivos uns para com os outros"38, e descreve o caminho que se deve seguir para merecer a recompensa de Deus: "Mas ele não se apressou no caminho escarpado (e estreito). E o que te fará saber o que é o caminho escarpado? É libertar um escravo, ou dar de comer, em dia de privação, ao órfão de parentesco próximo, ou ao necessitado prostrado na poeira. Então, será ele dos que creem e recomendam uns aos outros a paciência (a constância e o autocontrole), e recomendam uns aos outros a bondade e a compaixão. Esses são os companheiros da mão direita."39 "E dai aos parentes o que lhes é devido, e também aos necessitados e ao viajante,"40 e "e sede bons para com os pais, os parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo, o vizinho distante, o companheiro ao lado, o viajante e aqueles que possuem as vossas mãos direitas."44
There are several texts which overwhelmingly dictate that Muslims must cooperate in good doing, solidarity, and mutual help and support, and have mercy among themselves. There are texts that obligate feeding the indigent as a duty implied by brotherhood, faith and religion. God says, "And help ye one another in righteousness and piety, but help ye not one another in sin and rancor."37 He describes the believers as "Compassionate amongst each other,"38 and describes the path that one must follow to deserve reward from God: "But he hath made no haste on the path that is steep (and narrow), and what will explain to thee the path that is steep? It is freeing the bondsman, or giving food on a day of privation, to the orphan with claims of relation, or to the indigent down in the dust. Then will he be of those who believe and enjoin patience (constancy and self restraint), and enjoin deeds of kindness and compassion. Such are the companions of the right hand."39 "And render to the kindred their due rights, and also to those in want and to the wayfarer,"40 and "and to good to parents, kinsfolk, orphans, those in need, neighbors who are near, neighbors who are strangers, the companion by your side, the wayfarer, and what your right hands possess."44
Ibn Hazm defende esta opinião
Ibn Hazm defends this opinion
Em seu al-Muhalla, Ibn Hazm defende com firmeza a posição de que, além da zakat, existem outras obrigações financeiras. Ele apresenta diversos argumentos e cita o Alcorão, a Sunnah, os Companheiros e os Seguidores, e conclui: "Deus ordena que os ricos de cada cidade assumam integralmente o cuidado dos pobres dessa cidade. Se os recursos da zakat não forem suficientes e não houver fai' disponível para ser utilizado, o governo deve obrigar os ricos a gastar com os pobres. Devem ser estabelecidas destinações para alimento, roupas para o inverno e para o verão, e abrigo que os proteja da chuva, do calor, do sol e dos olhares dos transeuntes." Seu argumento segue assim:
In his al Muhalla, Ibn Hazm strongly supports the view that besides zakah, there are other financial dues. He provides several arguments and quotes from the Qur'an, Sunnah, Companions, and Followers, and concludes, "God ordains the rich of each city to take complete care of the poor in that city. If zakah proceeds are not sufficient and there is no available fai' to be used, the government must force the wealthy to spend on the poor. There must be assignments for food, clothes for winter and summer, and shelter that protects them from rain, heat, sunshine, and the eyes of passers-by." His argument goes as follows:
A. Do Alcorão, Deus diz: "E dê aos parentes o que lhes é devido, bem como aos necessitados e ao viajante,"48 e "E faça o bem aos pais, aos parentes, aos órfãos, aos necessitados, ao vizinho que está perto, ao vizinho que é estranho, ao companheiro ao seu lado, ao viajante e ao que possuírem as suas mãos direitas."50 Assim, Deus impõe um direito devido ao necessitado e ao viajante, juntamente com o direito dos parentes, e prescreve fazer o bem aos pais, aos parentes, aos carentes, aos vizinhos e aos escravos. Fazer o bem exige atender às suas necessidades físicas. Recusar-se a prestar tal cuidado é, sem dúvida, errado e pecaminoso. Em outro versículo, Deus explica a razão de habitar o Inferno: "O que vos levou ao Fogo? Dirão: 'Não estávamos entre os que oravam, nem alimentávamos os necessitados'."51 Deus, aqui, associa alimentar os necessitados às orações obrigatórias.
A. From the Qur'an God says, "And render to the kindred their due right, and also to those in want and to the wayfarer,"48 and "And do good to parents, kinsfolk, orphans, those in need, neighbors who are near, neighbors who are strangers, the companion by your side, the wayfarer, and what your right hands possess."50 Thus God imposes a due to the indigent and the wayfarer along with the right of the kindred, and prescribes good doing to parents, kinsfolk, needy, neighbors, and slaves. Good doing requires taking care of their physical needs. Refusing to take such care is undoubtedly wrong and sinful. In another verse God explains the reason for dwelling in Hell: "What led you into Hellfire? They will say, 'We were not of those who prayed, nor were we of those who fed the indigent'."51 God, here, associates feeding the needy with obligatory prayers.
Notas de rodapé.
Footnotes.
1. Al-Tabari diz: "Se for perguntado se há outras obrigações devidas sobre a riqueza além do zakat, a resposta depende das diferentes interpretações dos eruditos. Alguns eruditos acreditam que há deveres obrigatórios além do zakat, com base neste versículo, já que Deus acrescenta o gasto com os parentes e outros às orações e à prática do zakat numa forma de expressão aditiva. Assim, esse gasto deve ser diferente do zakat.
1. Al Tabari says, "If it is asked whether there are other dues obligatory on wealth besides zakah, the answer depends on the different interpretations of scholars. Some scholars believe there are obligatory dues in addition to zakah, based on this verse, since God adds spending on kindred and others to prayers and practicing zakah in an additive form of expression. Thus, this spending must be different from zakah.
Caso contrário, seria uma repetição sem sentido, e Deus não profere palavras sem sentido. Cada um desses dois acréscimos deve ter um significado diferente." Al-Tabari acrescenta: "Outros estudiosos acreditam que o gasto mencionado no início do versículo é o mesmo que a zakat mencionada no seu final." Parece que al-Tabari se inclina para a primeira opinião. Ver Tafsir al-Tabari, Vol. 3, p. 348, e Tafsir al-Qurtubi, Vol. 3, p. 42.
Otherwise, it would be senseless repition, and God does not say senseless words. Each of these two additives must have different meaning." Al Tabari adds, "Other scholars believe the spending mentioned at the beginning of the verse is the same as zakah mentioned at its end." It seems that al Tabari is inclined toward the first opinion. See Tafsir al Tabari, Vol. 3, p. 348, and Tafsir al Qurtubi, Vol. 3, p. 42.
2. Al Amwal, pp. 357-358.
2. Al Amwal, pp. 357-358.
3. Ibid.
3. Ibid.
4. Surata Al-An'am, 6:141.
4. Sura al An'am, 6:141.
5. Al Muhalla, Vol. 5, pp. 216-217.
5. Al Muhalla, Vol. 5, pp. 216-217.