1.1.4. Fatores que Anulam a Ablução
1.1.4. Factors Nullifying Ablution
A base deste capítulo são as palavras do Altíssimo: "Ou algum de vós vem do lugar de necessidades, ou tocastes nas mulheres",51 e as palavras do Profeta ﷺ de que "Allah não aceita a oração de quem está impuro, até que tenha realizado a ablução". Neste capítulo, concordaram quanto à anulação da ablução devido à urina, à ida ao banheiro, à emissão de gases, ao madhy (secreção prostática anterior à coabitação) e ao wady (fluido que precede ou segue a urina), com base na autenticidade das tradições estabelecidas neste capítulo, quando tais excrementos e secreções ocorrem em estado de saúde. 7
The basis for this chapter are the words of the Exalted, “Or one of you cometh from the closet, or ye have touched women”,51 and the words of the Prophet (God’s peace and blessings be upon him) that “Allah does not accept prayers from one who is unclean, till he has performed ablution”. In this chapter they agreed about the nullification of ablution due to urination, visit to the privy, passing wind, madhy (prostatic secretion prior to cohabitation), and wady (fluid preceding or following urination), on the basis of the authenticity of the traditions laid down in this, when such excreta and discharges occur in a state of health. 7
Há sete questões neste capítulo, sobre as quais discordaram, que são como os princípios deste assunto.
There are seven issues in this chapter, about which they disagreed, that are like the principles of this subject.
1.1.4.1. Questão 1: Excreções impuras do corpo
1.1.4.1. Issue 1: Unclean excretions from the body
Os juristas das regiões divergiram quanto à invalidação da ablução pelas excreções impuras do corpo em três opiniões. Um grupo levou em conta apenas as excreções, independentemente da abertura pela qual saíam ou do estado em que se encontrava o corpo. Esta foi a opinião de Abu Hanifa, de seus discípulos, de al-Thawri, de Ahmad e de um grupo entre os quais estão Companheiros. Disseram que toda substância impura que flui do corpo ou é expelida dele exige a ablução, como o sangue, o sangramento nasal excessivo, a sangria, a ventosa e o vômito, exceto a saliva na opinião de Abu Hanifa. Abu Yusuf, um dos discípulos de Abu Hanifa, disse que a ablução é necessária se for uma porção de boca cheia. Nenhum deles considerou significativo o sangramento leve, exceto Mujahid. Outros juristas levaram em conta as passagens pelas quais a excreção ocorre como fatores que afetam a anulação da ablução e limitaram estas aos orifícios anal e peniano, dizendo que tudo o que sai por essas duas passagens invalida a ablução, qualquer que seja sua natureza, seja sangue, pedra ou muco, e qualquer que seja a condição do corpo, seja em saúde ou em doença. Entre os que sustentaram esta opinião estão al-Shafi'i, seus discípulos e Muhammad ibn 'Abd al-Hakam, dentre os discípulos de Malik. Outros levaram em conta as passagens, o tipo de excreções e também a maneira da excreção. Disseram que as excreções normais por essas passagens, como urina, fezes, madhy, wadi e flatulência, se expelidas em estado de saúde, invalidam a ablução. Não consideraram o sangue, a bile, os vermes nem a incontinência urinária. Os que sustentaram esta opinião foram Malik e a maioria de seus discípulos.
The jurists of the regions disagreed about the invalidation of ablution resulting from unclean excretions from the body into three opinions. One group took into account excretions alone, whatever the outlet or the state in which it is excreted. This was the opinion •- of Abu Harnfa, his disciples, al-Thawri, Ahmad, and a group among whom are Companions. They said that each unclean substance flowing from the body or excreted from it necessitates ablution, like blood, excessive nose-bleeding, drawing of blood, cupping, and vomiting, except for sputum in Abu Hamfa’s view. Abu Yusuf, one of the disciples of Abu HanTfa, said that ablution is necessary if it is a mouthful. None of them considered minor bleeding as significant, except for Mujahid. Some other jurists took into account the passages through which the excretion occurs as factors affecting the nullification of ablution and limited these to the anus and the penis, saying that anything excreted from these two passages invalidates ablution, whatever its nature whether blood, or stone, or mucus, and whatever the condition of the body, whether in health or sickness. Those who held this opinion include al-ShafiT, his disciples, and Muhammad ibn <Abd al-Hakam from among the disciples of Malik. Others took into account the passages and the type of excretions and also the manner of excretion. They said that normal excretions from these passages, like urine, faeces, madhy, wady, and wind, if passed in a state of health invalidate ablution. They did not take into account blood, bile, worms, nor the incontinence of urine. Those who upheld this opinion were Malik and most of his disciples.
1.1.4.2. Questão 2: O sono
1.1.4.2. Issue 2: Sleep
Os juristas divergiram quanto ao sono, expressando três opiniões. Um grupo de juristas sustentou que ele é um fator de anulação e tornou obrigatória a ablução após ele, quer fosse de curta ou de longa duração. Outro grupo sustentou que não é assim, e não tornou obrigatória a ablução após ele, a menos que a pessoa estivesse convicta, de acordo com a opinião dos que não reconhecem a dúvida, de que havia adquirido o hadath*2, ou quando estivesse em dúvida de que o tivesse, de acordo com a opinião dos que consideram a dúvida (como um fator efetivo). Alguns das gerações iniciais costumavam designar uma pessoa para acompanhar o estado deles durante o sono, isto é, se haviam adquirido o hadath. Outro grupo fez uma distinção entre um sono leve e curto e um sono longo e profundo. Tornaram a ablução obrigatória após um sono profundo, mas não após o sono leve. Esta é a posição sustentada pelos fuqaha das regiões e pela maioria. Como algumas posições (corporais) facilitam tanto o sono profundo quanto a liberação de elementos anuladores mais do que outras posições, os juristas divergiram a respeito delas. Malik disse que quem dorme reclinado sobre o lado ou prostrado deve fazer a ablução, quer o sono tenha sido longo ou curto, mas quem dorme na postura sentada não está obrigado à ablução, a menos que tal sono se torne muito longo. Sua opinião sobre quem cochila inclinado (em rukū') divergiu. Disse, em uma ocasião, que o seu ḥukm é o mesmo de quem está em pé, e, em outra ocasião, que o seu ḥukm é o de quem está prostrado. Al-Shāfiʿī disse que sempre que uma pessoa dorme, qualquer que seja a sua postura, está obrigada a fazer a ablução, exceto no caso de quem cochila sentado. Abu Hanifa e seus discípulos disseram que não há ablução para quem dorme, exceto para quem dorme deitado sobre o lado. A base da divergência entre eles nesta questão é o conflito das tradições relevantes. Há tradições cujo sentido aparente implica que não há wudu de modo algum para quem vai dormir, como a tradição de Ibn Abbas, "que o Mensageiro de Allah ﷺ visitou Maymuna e dormiu em casa dela até que se pudesse ouvi-lo respirar. Em seguida levantou-se e rezou sem fazer wudu". Há também o dito do Profeta ﷺ, que é o seguinte: "Se um de vocês cochilar durante a oração, deve deitar-se até que não esteja mais sonolento (e então retomar a oração). Pois é possível que ele pretenda buscar o perdão de seu Senhor, mas erre e se amaldiçoe". Também se relata que os Companheiros do Profeta ﷺ costumavam cochilar na mesquita até que suas cabeças caíssem para a frente. Rezavam depois disso sem fazer wudu. Todas essas são tradições estabelecidas. Há ainda outras cujo sentido evidente indica que o sono é uma forma de hadath. A mais clara delas é a tradição de Safwan ibn Assal, no qual disse: "Estávamos numa viagem com o Profeta ﷺ quando ele nos ordenou que não tirássemos as botas por causa de uma ida ao banheiro, de urinar ou de dormir, e que as tirássemos apenas no caso de impureza sexual". Assim, ele equiparou urinar, ir ao banheiro e dormir. Foi declarada sahih por al-Tirmidhi. Entre elas está também a tradição anterior de Abu Hurayra, que é o dito do Profeta ﷺ: "Quando um de vocês acordar do sono, deve lavar a mão antes de colocá-la na água (no recipiente)". Seu sentido aparente é que o sono exige wudu, seja ele curto ou longo. Assim, o sentido aparente do versículo, segundo aqueles que derivam tal significado das palavras do Altíssimo: “Ó vós que credes! Quando vos levantardes para a oração, lavai os vossos rostos e as vossas mãos até aos cotovelos, passai levemente as mãos sobre as vossas cabeças e lavai os vossos pés até aos tornozelos”, isto é, quando vos levantardes do sono, de acordo com o que é transmitido de Zayd ibn Aslam e de outras autoridades antigas. Como os sentidos aparentes de todas estas tradições estavam em conflito, os juristas decidiram a questão com base em um de dois métodos: o método da preferência ou o método da conciliação. Aqueles que aplicaram o método da preferência ou abandonaram completamente a obrigação da ablução após o sono, com base no sentido aparente das tradições que a dispensam, ou a impuseram sempre após o sono, breve ou prolongado, com base nas tradições que a impõem, isto é, de acordo com a tradição prescritiva que eles preferiram, ou de acordo com a tradição que a dispensava. Aqueles que adotaram o método da conciliação interpretaram as tradições que prescrevem a ablução como aplicáveis ao sono prolongado, e interpretaram as tradições que dispensam a ablução como aplicáveis ao sono breve. Esta, como já dissemos, é a opinião da maioria, e a conciliação é preferível à preferência, na medida do possível, segundo os especialistas em usul al-fiqh. Al-Shafi'i interpretou as tradições de modo a isentar, entre as posições da pessoa que dorme, apenas a postura sentada, pois foi estabelecido, por relato autêntico sobre os Companheiros, que eles costumavam dormir sentados e depois oravam sem realizar a ablução. Abu Hanifa considerou obrigatório (refazer a ablução) apenas após dormir deitado de lado, pois isso foi estabelecido em uma tradição marfu῾, e em um dito do Profeta (que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele): "A ablução é obrigatória para quem dorme deitado de lado". A narração foi estabelecida a partir de ῾Umar.ﷺ Malik disse: Como o sono pode ser causa de anulação da ablução apenas pelo fato de que facilita a saída da causa do hadath, Malik levou em consideração três coisas ao formar suas opiniões: solidez, duração e postura. Ele não estipulou nem a duração nem a solidez para uma postura que normalmente facilita a ocorrência do hadath, mas o fez para posturas que normalmente não o facilitam (como ficar em pé ou sentado).
.1.1.4.3. Questão 3: Tocar mulheres
.1.1.4.3. Issue 3: Touching women
Os juristas divergiram quanto à obrigatoriedade da ablução para a pessoa que toca uma mulher com a mão ou com outros membros sensíveis. Um grupo sustentou que quem toca uma mulher, estendendo a mão até ela, quando não há barreira ou cobertura entre as peles que se tocam, está obrigado a realizar a ablução. Da mesma forma, quem a beija, pois, segundo eles, o beijo é uma espécie de toque, quer ele sinta prazer com isso ou não. Esta opinião foi sustentada por al-Shafi'i e seus discípulos, exceto que ele certa vez fez uma distinção entre a pessoa que toca e a pessoa tocada, tornando a ablução obrigatória para quem toca, com exclusão de quem é tocado; em outra ocasião, sustentou que ela era obrigatória para ambos. Numa terceira vez, fez distinção entre as mulheres de grau proibido e a esposa, tornando a ablução obrigatória no caso do toque na esposa, mas não no caso das mulheres de grau proibido, enquanto em outra ocasião as considerou semelhantes. Outros tornaram a ablução obrigatória somente quando se sente prazer libidinoso ou quando este é intencionado. Os defensores desta opinião entram em detalhes, distinguindo entre a existência ou não de cobertura, e no caso de membros específicos cujo toque é prejudicial. No caso do beijo, não exigiram prazer. Esta é a opinião de Malik e da maioria de seus discípulos. Alguns negaram a obrigatoriedade da ablução para a pessoa que toca mulheres, que é a opinião de Abu Hanifa. Cada uma dessas escolas tem predecessores entre os Companheiros (que sustentaram estas opiniões), exceto a exigência de prazer, pois não me recordo de que algum Companheiro a tenha estabelecido. A razão da divergência é a equivocidade do termo "toque" no uso dos árabes. Os árabes o aplicam às vezes para o toque com a mão, e às vezes o empregam como alusão à relação sexual. Assim, um grupo de juristas sustentou que o toque que invalida a purificação, segundo as palavras do Altíssimo, "ou se tiverdes tocado nas mulheres...", significa a relação sexual (que exige a purificação maior, isto é, o banho). Outros defenderam que o sentido aqui é o toque com a mão, e entre eles há os que consideraram tratar-se de um termo geral destinado ao particular e, por isso, estipularam a existência de prazer nesse toque. Houve entre eles quem o considerasse um termo geral destinado ao geral, razão pela qual não estipularam o prazer (para a anulação da purificação). Aqueles que estipularam o prazer foram levados a isso pelo que restringe a generalidade do versículo, a saber, a tradição que diz que o Profeta ﷺ tocava em ʿĀ'isha enquanto se prostrava, e talvez ela também o tocasse. Os tradicionistas registraram a tradição de Ḥabīb ibn Abī Thābit, por intermédio de ʿUrwa, a partir de ʿĀ'isha: "O Profeta ﷺ beijava algumas de suas esposas e depois saía para rezar, mas não renovava a purificação". Eu disse: "Quem seria essa, senão você?", e ela sorriu. Abū ʿUmar disse que esta tradição foi considerada fraca pelos sábios do Hijaz, mas foi considerada sahih pelos de Kufa. Ainda assim, ele a considerou autêntica, dizendo que esta tradição também foi transmitida por meio de Maʿbad ibn Nubāta. Al-Shāfiʿī disse que, se a tradição de Maʿbad ibn Nubāta sobre o beijo for comprovada, não sustento a obrigatoriedade da purificação por causa dele, nem por causa do toque. Aqueles que tornaram obrigatória a ablução pelo toque com a mão argumentaram que o termo "tocar" é usado, em sua aplicação primária, para o toque com a mão, e é aplicado metaforicamente à relação sexual; e, se a palavra oscila entre o uso primário e o metafórico, é melhor restringi-la ao sentido primário, a menos que uma evidência indique o sentido metafórico. Os outros poderiam ter dito que, quando o uso de um termo metafórico se torna frequente, ele se torna mais expressivo em seu sentido metafórico do que em seu sentido literal, como o termo ghā'it, que é mais expressivo para denotar a ida ao banheiro do que para denotar um terreno rebaixado, que é seu sentido literal. O que eu creio é que a palavra "tocar", embora seja igualmente expressiva de ambos os sentidos, ou quase igualmente, é, em minha opinião, mais vívida para denotar a relação sexual, ainda que seja uma metáfora, pois Allah, o Glorioso e Exaltado, empregou os termos mubāshara, "contato", e lams, "tocar", para a cópula, e eles denotam o sentido de tocar. É com base nessa interpretação do versículo que se sustenta o argumento pela permissibilidade do tayammum no caso de quem está em impureza maior, sem exigir a suposição de antecipação ou postergação na ordem das palavras nos textos relevantes, como será abordado a seguir; e o conflito entre o versículo e as tradições também se dissolve com base na outra interpretação. A opinião daqueles que entenderam do versículo ambos os sentidos de "tocar" (com a mão ou por meio da relação sexual) é fraca, pois os árabes, quando empregam um termo equívoco, pretendem com ele um dos sentidos que o termo pode indicar, e não todos os sentidos que ele possa indicar. Isso mesmo é evidente em sua língua.
1.1.4.4. Questão 4: Tocar o pênis
1.1.4.4. Issue 4: Touching the penis
Os juristas divergiram sobre isso, apresentando três opiniões. Há os que tornaram a ablução obrigatória por causa disso, qualquer que seja a natureza do toque. Esta é a opinião de al-Shafi'i, de seus discípulos, de Ahmad e de Dawud. Alguns deles não tornaram a ablução obrigatória de forma alguma neste caso. Estes são Abu Hanifa e seus discípulos. Ambos os grupos têm predecessores entre os Companheiros e os Tabi'un. Um grupo de juristas fez uma distinção entre tocá-lo em um determinado estado e tocá-lo em um estado diferente. Esses juristas se subdividem ainda mais. Alguns fizeram uma distinção com base em se a pessoa obtém prazer com isso. Outros fizeram uma distinção com base em se ele o toca com a parte interna da mão (a palma) ou com a parte externa. Tornaram a ablução obrigatória no caso do prazer, mas não na sua ausência; da mesma forma, tornaram-na obrigatória (o outro grupo) no caso de tocar com a palma, mas não no caso de tocar com a parte externa. Essas duas considerações são relatadas dos discípulos de Malik. Era como se a consideração da parte interna da mão se referisse à obtenção de prazer. Alguns juristas fizeram uma distinção com base na intenção e no esquecimento, tornando a ablução obrigatória no caso da intenção, mas não no caso do esquecimento. Isso é relatado de Malik, e é a opinião de Dawud e de seus discípulos. Outros ainda sustentaram que a ablução após o toque é recomendada e não obrigatória. Abu 'Umar disse que esta é a visão estabelecida, relatada de Malik por seus discípulos entre os residentes de al-Maghrib, mas a narração varia. A razão da divergência é que há duas tradições conflitantes sobre isso. Primeiro, é relatada a tradição de Busrah (filha de Safwan) que ouviu o Mensageiro de Allah ﷺ dizer: "Quando um de vocês tocar em seu pênis, deve fazer a ablução". Esta é a tradição mais conhecida estabelecida sobre a obrigação da ablução por tocar o pênis; é registrada por Malik em seu al-Muwatta', e foi autenticada por Yahya ibn Ma'in e Ahmad ibn Hanbal, mas foi declarada fraca pelos juristas de Kufa. Também é relatada, com o mesmo sentido, por Umm Habiba, e Ahmad ibn Hanbal a declarou autêntica. Uma versão semelhante em parte é relatada através de Abu Hurayra. Ibn al-Sakan a considerou autêntica, embora não tenha sido registrada por al-Bukhari ou Muslim. A segunda tradição, que se opõe a esta, é relatada por Talq ibn 'Ali, que disse: "Chegamos até o Mensageiro de Allah ﷺ e havia um homem com ele, que parecia ser um beduíno. Ele disse: 'Ó Mensageiro de Allah! O que você diz sobre um homem que toca seu pênis depois de fazer a ablução?' Ele disse: 'Não é senão uma parte de você?'". Esta também foi registrada por Abu Dawud e al-Tirmidhi, e foi declarada autêntica por muitos estudiosos entre os kufis e outros. Os juristas optaram por interpretar essas tradições de uma de duas maneiras: aceitação de uma e rejeição da outra pelo método de preferência ou revogação, ou pelo método de conciliação. Aqueles que preferiram a tradição de Busrah, ou a consideraram revogadora da tradição de Talq ibn 'Ali, sustentaram a obrigação da ablução após tocar o pênis, enquanto aqueles que preferiram a tradição de Talq ibn 'Ali eliminaram a obrigação da ablução decorrente do toque. Aqueles que desejaram conciliar as duas tradições tornaram a ablução obrigatória em um caso, mas não no outro, ou interpretaram a tradição de Busra como indicando recomendação e a tradição de Talq ibn ʿAlī como indicando a negação da obrigatoriedade. Os argumentos apresentados por cada partido para preferir a tradição de sua escolha são (também) muitos, e sua discussão é extensa. Eles estão disponíveis em seus livros, mas os pontos de divergência são aqueles que indicamos.
1.1.4.5. Questão 5: Alimentos preparados no fogo
1.1.4.5. Issue 5: Eatables prepared on fire
Os juristas do primeiro período divergiram quanto à obrigatoriedade da ablução após comer o que foi cozido no fogo, devido ao conflito das tradições transmitidas a respeito disso do Mensageiro de Allah ﷺ. A maioria dos juristas das regiões posteriores ao primeiro período concordou em dispensar essa obrigação, pois lhes foi estabelecido que essa era a prática dos quatro Califas, e também por causa da tradição transmitida por Jabir, que disse: "Uma das últimas ordens do Mensageiro de Allah ﷺ foi abandonar a ablução após consumir o que foi cozido no fogo". Ela é registrada por Abu Dawud. Mas um grupo de estudiosos dentre os tradicionistas, Ahmad, Ishaq e um grupo além deles, sustentou que a ablução é obrigatória somente após comer carne de camelo, por causa de uma tradição estabelecida sobre este ponto do Profeta ﷺ.
The jurists in the first period disagreed about the obligation of ablution after eating what was cooked on fire, because of the conflict of the traditions related about it from the Messenger of Allah (God’s peace and blessings be upon him). The majority of the jurists of the regions after the first period agreed about dropping the obligation, for it was established for them that such was the practice of the four Caliphs, and also because of the tradition related from Jabir, who said, “One of the last commands of the Messenger of Allah (God’s peace and blessings be upon him) was to relinquish ablution after consuming what was cooked on fire”. It is recorded by Abu Dawud. But a group of scholars from the traditionists, Ahmad, Ishaq, and a group besides them held that ablution is obligatory only after eating camel meat, because of an established tradition on this point from the Prophet (God’s peace and blessings be upon him).
1.1.4.6. Questão 6: Riso durante a oração
1.1.4.6. Issue 6: Laughter during prayer
Abu Hanifa expressed an deviant opinion when he made ablution obligatory for one who laughs during prayer, because of a mursal tradition of Abu al-'Aliyah, which states that a group of people laughed during prayer and the Prophet ﷺ ordered them to repeat ablution and prayer. The majority rejected this tradition for being a mursal and opposed to the principles, as it makes something a cause of invalidating ablution during prayer, but not when one is not praying. It is, however, a mursal that is sound.
Abu HanTfa expressed a deviant opinion as he made ablution obligatory for one who laughs during prayer, because of a tnursal tradition55 of Abu al-cAliyah, which states that a group of people laughed during prayer and the Prophet (God’s peace and blessings be upon him) ordered them to repeat ablution and prayer. The majority rejected this tradition for its being a mursal and opposed to the principles, as it makes something a cause of invalidating ablution during prayer, but not when one is not praying. It is, however, a mursal that is sound.
1.1.4.7. Questão 7: Ablução após carregar o morto
1.1.4.7. Issue 7: Ablution after carrying the dead
Um grupo de juristas se desviou ao tornar obrigatória a ablução por carregar o morto. Há para isso uma tradição fraca: "Quem banhar o morto deve tomar banho, e quem o carregar deve fazer ablução". É necessário saber que a maioria dos juristas tornou a ablução obrigatória devido à perda dos sentidos, qualquer que seja a sua causa, como o desmaio, a loucura ou a embriaguez. Todos eles consideraram isso análogo ao sono, isto é, sustentaram que, se o sono torna obrigatória a ablução num estado que normalmente conduz ao hadath, a saber, o sono profundo, é apropriado que a perda da razão cause o mesmo. Estas são as questões deste capítulo que são consensuais ou que são amplamente conhecidas como controversas. Devemos agora passar ao quinto capítulo.
One group of jurists deviated by making ablution obligatory because of carrying the dead. There is a tradition for it that is weak, “One who bathes the dead let him take a bath, and one who carries them let him perform ablution”. It is necessary to know that the majority of the jurists made ablution obligatory due to the loss of senses, whatever its cause, like fainting, insanity, or intoxication. All of them held it to be analogous to sleep, that is, they maintained that if sleep makes ablution obligatory in a state that normally leads to hadath, namely, sound sleep, it is appropriate that the loss of reason should cause this too. These are the issues of this chapter that are agreed upon or are widely known to be disputed. We must now move to the fifth chapter.