Além disso, gerações sucessivas de peregrinos cristãos, medievais e modernos, referiram-se à subdivisão geográfica da Palestina, da Síria e da Arábia. Para os palestinos locais instruídos, familiarizados tanto com os escritos clássicos árabes e islâmicos sobre a Palestina e al-Sham como com as publicações europeias sobre a Palestina, e para os palestinos comuns que observavam de perto as caravanas de peregrinos europeus e russos, essa distinção entre Palestina/Terra Santa e Síria seria tida como certa. As escolas da Terra Santa (Terra Sancta), de confissão católica romana e financiadas pelo Ocidente, sediadas nos centros urbanos da Palestina, onde residia a maioria dos cristãos palestinos, começaram a surgir em Nazaré, Jaffa, Belém e Jerusalém. Para os palestinos educados nas escolas europeias e russas, em casa ou no estrangeiro, a produção do "conhecimento" europeu sobre a geografia histórica da Palestina/Terra Santa, bem como a proliferação de consulados europeus na Palestina, seria também motivo de grande interesse e de alguma preocupação. A partir de meados do século XIX, com a melhoria das comunicações e o estabelecimento de vários consulados europeus na Palestina, o "Grand Tour" do século XVIII, a viagem tradicional empreendida sobretudo por jovens europeus abastados da classe alta pelas cidades italianas, foi substituído pelo "Cook Tour" (organizado por Thomas Cook): um turismo de massas inicial, de classe média, e viagens pela "Grécia, Palestina e Egito". Thomas Cook organizou a visita do Kaiser alemão Guilherme II à Palestina em 1898. O "Cook's Tour" e o turismo à Terra Santa da Thomas Cook deram também origem a numerosas publicações, em muitas línguas europeias, sobre a "geografia da Palestina" e da Terra Santa, muitas das quais estavam também acessíveis aos membros da elite palestina instruída e aos funcionários otomanos. No nível popular, o turismo de massa europeu na Palestina teve impacto no dialeto palestino e, com o tempo, introduziu muitas palavras francesas e italianas no árabe palestino – palavras como hotel (otel), chauffeur, douche, beton (baton), mode (moda), canapé (canabai), salon, balcon (balconeh), billet (bolet), farmacia (farmashiyyah), souvenir, ascenseur (ascensel), dossier (dusiyyeh), automobile, Benzina (banzin) e garage (karaj), que ainda são de uso comum hoje.
Also, successive generations of medieval and modern Christian pilgrims referred to geographical subdivision of Palestine, Syria and Arabia. For educated local Palestinians, familiar with both classical Arab Islamic writings on Palestine and al-Sham and European publications on Palestine, and for ordinary Palestinians observing the caravans of European and Russian pilgrims at close quarters, this distinction between Palestine/the Holy Land and Syria would be taken for granted. Western-funded, Roman Catholic Terra Sancta schools based in the urban centres of Palestine where most Palestinian Christians resided began to appear in Nazareth, Jaffa, Bethlehem and Jerusalem, and for Palestinians educated in the European and Russian schools at home or abroad the production of the European ‘knowledge’ on the historical geography of Palestine/the Holy Land as well as the mushrooming of European consulates in Palestine would also be a matter of great interest and some concern. From the mid-19th century, with the improvement of communication and establishment of several European consulates in Palestine, the ‘Grand Tour’ of the 18th century – the traditional trip undertaken by mainly upper class European young men of means through Italian cities – was replaced by the ‘Cook Tour’ (organised by Thomas Cook): middle class early mass tourism and travels in ‘Greece, Palestine and Egypt’. Thomas Cook arranged for the German Kaiser Wilhelm II to visit Palestine in 1898. The ‘Cook’s Tour’ and Thomas Cook Holy Land Tourism also spawned numerous publications in many European languages on the ‘geography of Palestine’ and the Holy Land, many of which were also accessible to members of the educated Palestinian elite and Ottoman officials. On a popular level, European mass tourism in Palestine impacted on the Palestinian vernacular and, over time, introduced many French and Italian words into Palestinian Arabic – words such as hotel (otel), chauffeur, douche, beton (baton), mode (moda), canapé (canabai), salon, balcon (balconeh), billet (bolet), farmacia (farmashiyyah), souvenir, ascenseur, (ascensel), dossier (dusiyyeh), automobile, Benzina (banzin) and garage (karaj) still commonly in use today.