10.11 A Estratégia Ocidental para Dominar o Mundo Muçulmano
10.11 The Western Strategy For Dominating The Muslim World
"Um memorando vazado mostra que a Casa Branca de Trump recebeu orientação do Departamento de Estado para promover uma 'Reforma Islâmica' e usar mulheres e jovens no mundo de maioria muçulmana para liderá-la. [...] Focar o empoderamento feminino como principal objetivo de mensagem informativa dentro do mundo influenciado pelo Islã permitirá aos Estados Unidos manter um componente moral para o poder americano e sua narrativa de libertação."42
“A leaked memo shows that the Trump White House was advised by the State Department to promote an ‘Islamic Reformation’ and to use women and young people in the Muslim majority world to front it. [...] Focusing on female-empowerment as the primary information messaging goal within the Islamic-influenced world will allow the United States to maintain a moral component for American power and its liberation narrative.”42
O foco nas mulheres e nos jovens para controlar o mundo muçulmano e distorcer o Islã não é algo novo. Sempre foi a estratégia central dos colonizadores, não apenas no mundo muçulmano, mas também na América nativa, na Austrália aborígene, na China, etc., ao longo dos últimos séculos.
Focusing on women and youth to control the Muslim world and distort Islam is not new. It has always been the central strategy of colonizers, not only in the Muslim world, but also Native America, aboriginal Australia, China, etc. for the past few hundred years.
Colonizadores como Lord Cromer e outros concentraram-se especificamente na afirmação de que os valores europeus e os homens europeus tinham vindo para empoderar as mulheres muçulmanas, enquanto os valores islâmicos e os homens muçulmanos as aprisionavam, abusavam delas e as subjugavam. Argumentavam que a lei islâmica precisava de reforma para acomodar os direitos das mulheres. Antes de tudo, as mulheres muçulmanas deviam tirar o hijab e vestir-se como as mulheres europeias para serem "livres". Em segundo lugar, as mulheres tinham de recusar e resistir a qualquer e toda autoridade masculina, quer a do marido, a do pai ou a do erudito masculino. Além disso, a instituição "bárbara" da poligamia devia ser abolida. As mulheres muçulmanas deviam insistir em abandonar o "trabalho doméstico" e entrar no mercado de trabalho, o que, convenientemente, significava tornarem-se mão de obra barata e descartável para os colonizadores. E muito mais que foi meticulosamente documentado em numerosas obras académicas. O objetivo último deste ataque multifacetado era destruir a família muçulmana. Os colonizadores visavam destruir essa instituição crítica e central do Islão e da Ummah, que é a família muçulmana forte e coesa, opondo esposas a maridos, filhas a pais, irmãs a irmãos, para gradualmente ganhar controlo completo e autoridade sobre as massas muçulmanas. Este sempre foi o plano.
Colonizers like Lord Cromer and others specifically focused on the claim that European values and European men came to empower Muslim women while Islamic values and Muslim men imprisoned women, abused them, subjugated them. They argued that Islamic law needs reform in order to accommodate women’s rights. First and foremost, Muslim women must take off hijab and dress like European women to be “free.” Second, women have to refuse and resist any and all male authority, whether the husband’s’, the father’s, or the male scholar’s. Furthermore, the “barbaric” institution of polygyny must be abolished. Muslim women must insist on leaving “domestic drudgery” and joining the workforce, which conveniently meantbecoming cheap, dispensable laborers for the colonizers. And much more that has been meticulously documented in many academic works. The ultimate purpose of this multi-pronged attack was to destroy the Muslim family. The colonizers aimed to destroy that critical, central institution of Islam and the Ummah, which is the strong, cohesive Muslim family, pitting wives against husbands, daughters against fathers, sisters against brothers, to slowly but surely gain complete control of and authority over the Muslim masses. This has always been the plan.
Tudo isso foi feito sob o lema do "empoderamento feminino". Foi assim que se vendeu ao público nos últimos dois séculos. Por isso, as feministas muçulmanas que pedem a reversão da tradição e a reforma da Sharia estão simplesmente fazendo o trabalho dos colonizadores e imperialistas. É por isso que ser feminista e, ao mesmo tempo, "decolonial" ou "anti-imperialista" é uma contradição em termos.
All this was done under the mantra of “female empowerment.” That’s how it was marketed for the last couple of centuries. This is why Muslim feminists with their calls to upturn the tradition and reform the Sharia are simply advancing the work of colonizers and imperialists. This is why it is a contradiction in terms to be a feminist and “decolonial” or “anti-imperialist” at the same time.
Muitas vezes os meus detratores me acusam de estar "obcecado" com o feminismo e o seu activismo. Bem, não é culpa minha que a principal via de ataque ao Islão passe pelas questões das mulheres, como o próprio Departamento de Estado do bom velho Trump deixou claro no memorando divulgado. Eu, por mim, não vou ficar de braços cruzados e ignorar esta questão crítica, deixando os inimigos banquetearem-se com a Ummah sem qualquer obstáculo. Tenho detalhado frequentemente as actividades nefastas de grupos reformistas muçulmanos nos EUA e como estão a receber centenas de milhares de dólares do governo norte-americano para promover o "empoderamento das mulheres muçulmanas". Muitos perguntam por que razão o governo dos EUA injectaria tanto dinheiro para ajudar pequenas organizações muçulmanas. Pois bem, aqui está a resposta. Faz parte do plano geral para reformar o Islão segundo a visão dos imperialistas. Estas organizações reformistas e feministas são simplesmente os seus agentes entusiastas, que tentam agressivamente infiltrar-se nas nossas mesquitas, escolas islâmicas, etc.
I am often accused by detractors of being “obsessed” with feminism and its activism. Well, it’s not my fault that the main path of attack on Islam is through women’s issues, as good ol Trump’s State Department made clear in the leaked memo. I, for one, am not going to sit back and ignore this critical issue and let enemies feast on the Ummah unimpeded. I have often detailed the nefarious activities of Muslim reformist group in the US and how they are receiving hundreds of thousands of dollars from the US government to advance “Muslim women’s empowerment.” Many wonder why the US government would pump so much money to help out small Muslim orginizations. Well, here is your answer. It is all part of the overarching plan to reform Islam according to the vision of imperialists. These reformist and feminist orgs are simply their enthusiastic agents aggressively trying to infiltrate our masjids, Islamic schools, etc.
42. https://theintercept.com/2018/06/18/islamic-reformation-trump-ad-ministration/
42. https://theintercept.com/2018/06/18/islamic-reformation-trump-ad-ministration/