13.2 O Consumo de Conteúdo e Seu Efeito sobre o Coração
13,2 Consuming Content And Its Effect On The Heart
A maior parte do conteúdo midiático é determinada com base no que terá o maior consumo. Os produtores de conteúdo identificam o que as pessoas têm mais probabilidade de consumir e, com base nisso, geram o seu conteúdo. Esta é uma inversão do conhecimento, da arte e da criatividade, e por isso se chama "conteúdo" e não "discurso", "escrita", "discurso", "estética", "expressão artística" e assim por diante. Em vez de ser movido pela busca da verdade, da beleza e do significado, o conteúdo é literalmente nada mais que a busca oca pelo dinheiro. Filósofos ocidentais (por exemplo, os marxistas) notaram essa mercantilização das artes no início do século XX, mas nem mesmo eles conseguiriam imaginar as profundezas a que a mídia atual chegou. O que há de tão subversivo no conteúdo midiático de hoje é que ele frequentemente se apresenta como profundo, significativo, sentimental e sincero. A realidade, porém, é que grande parte desse conteúdo é cuidadosamente engenhado para induzir artificialmente essas emoções no consumidor, porque essa reação se correlaciona com mais consumo, mais dinheiro e mais lucro. Uma máquina fria e sem alma que se veste com uma camisa de amor, verdade e até justiça. Isto, evidentemente, é hipocrisia. E o perigo para nós, que vivemos num ethos de hipocrisia, é que acabemos, sem perceber, adotando essa mesma modalidade na nossa própria expressão, priorizando a forma em detrimento da substância, visando provocar uma resposta em vez de buscar o ḥaqq, procurando a aprovação da criação em vez do Criador. Assim, os nossos corações endurecem à medida que nos acostumamos com o falso em vez da Realidade, afundando-nos numa dunya artificial de pseudo-significado.
Most media content is determined on the basis of what will have the highest consumption. Content producers determine what people are most likely to consume and then generate their content on that basis. This is an inversion of knowledge, art, and creativity, which is why it’s called “content” and not “speech,” “writing,” “discourse,” “aesthetics,” “artistic expression,” and so on. Rather than be driven by a pursuit for truth, beauty, and meaning, content is literally nothing but the hollow pursuit of the dollar. Western philosophers (e.g., Marxists) noted this commodification of the arts earlier in the 20th century, but even they could not imagine the depths to which present media have sunk. What is so subversive about media content today is that it often presents itself as profound, as meaningful, as sentimental, and heart-felt. The reality, though, is that much of that content is carefully engineered to artificially induce those emotions in the consumer because that reaction correlates with more consumption, more money, more profit. A cold, soulless machine that wraps itself in a chemise of love, truth, even justice. This, of course, is hypocrisy. And the danger for us living in an ethos of hypocrisy is that we will unknowingly take on that modality in our own expression, prioritizing form over substance, aiming to elicit a response instead of aiming for haqq, pursuing approval from creation instead of the Creator, our hearts, in turn, hardening as we become accustomed to the fake stuff instead of Reality, wallowing in an ersatz dunya of pseudo-significance.