A questão óbvia é: se algo como, por exemplo, a "liberdade de consciência" é real, por que não se encontra na revelação? "Mas ela se encontra na revelação!", exclamam esses intelectuais. E, para prová-lo, vasculham o Alcorão, os hadith e a tradição erudita clássica à procura de tudo o que possa, concebivelmente, ser interpretado como expressão do conceito ou valor que insistem ser real. Mas a metodologia deles é fundamentalmente falha, pois para cada exemplo que citam dos textos como expressão desse valor, há 10 exemplos que o contradizem. Mas, claro, esses 10 exemplos contrários não vêm à luz na pesquisa deles.
Because the obvious question is: If something like, for example, “freedom of conscience” is real, why is it not found in revelation? “But it is found in revelation!” these intellectuals exclaim. And to prove this, they scan the Quran, hadith, and classical scholarly tradition to find anything and everything that can conceivably be construed as expressing the concept or value they adamantly insist to be real. But their methodology is fundamentally flawed because for everything they cite as an example of that value in the texts, there are 10 examples that contradict it. But of course, those 10 examples don’t see the light of day in their research.
Isso nem sempre acontece porque o estudioso ou intelectual está tentando ocultar algo ou agindo de forma desonesta. Às vezes, eles simplesmente não percebem os contraexemplos porque foram condicionados a ler e compreender os textos através de uma lente que é inexoravelmente colorida pelos mesmos conceitos e valores que tentam descobrir nos textos. Isso cria um ciclo vicioso e autorreforçador que, muitas vezes, se revela extremamente difícil de romper.
This is not always because the scholar or intellectual is trying to conceal anything or is being dishonest. Sometimes they honestly do not see the counterexamples because they have been conditioned to read and understand the texts with a lens that is inexorably colored by the same concepts and values they are trying to discover in the texts. This creates a vicious, self-reinforcing cycle that often proves to be impossibly difficult to break out of.
O último ponto a abordar é o contra-argumento óbvio: bem, por que essa mesma desconfiança não pode ser aplicada ao Islã e aos valores islâmicos (sejam eles quais forem, segundo aquilo em que você possa acreditar)? Por que devemos acreditar que esses conceitos e valores têm fundamento na realidade?
The final point to make is to address the obvious counterargument: Well, why can’t this skepticism be applied to Islam and Islamic values (whatever you may believe those to be)? Why should we believe those concepts and values have a basis in reality?
A resposta simples é: não apenas presumimos isso. Investigamos, analisamos e refletimos. Fundamentamo-nos em fontes intelectuais válidas, isto é, o Alcorão, a Sunnah e a tradição erudita clássica, cuidando para não introduzir nenhum viés ilegítimo. Mas isso é apenas o começo. É preciso também experimentar, sentir e saborear. Isso se dá através de tudo o que o Islam prescreve em termos de ibadah, dhikr, tilawa e outros. Trata-se de um programa de vida abrangente, que permite alcançar a realidade e o haqq de maneira empírica, racional e espiritual, uma vez que todas essas fontes de conhecimento estão interligadas.
The simple answer is: We don’t just assume this. We investigate. We analyze. We reflect. We ground ourselves in valid intellectual sources—i.e., Quran, Sunnah, and the classical scholarly tradition—cautious not to smuggle in any illegitimate biases. Of course, that is only the beginning. You also have to experience, feel, and taste. This comes through everything that Islam prescribes in terms of ibadah, dhikr, tilawa, etc. This is a comprehensive life program that allows one to arrive at reality and haqq empirically, rationally, and spiritually (since all these epistemic sources are interconnected).
Mas há outro passo importante. Claramente, aqueles que estão enraizados na visão de mundo moderna também afirmam que "provam" a verdade de seus conceitos e valores. Isso é evidente pela paixão e, por vezes, pela violência e pela animosidade com que defendem esses valores. Então, que fundamentos temos para negar a verdade dessas visões?
But there is another important step. Clearly those who are entrenched in the modern worldview also claim that they “taste” the truth of their concepts and values. This is apparent from the passion and, at times, violence and animosity with which they advocate for those values. So what grounds do we have to deny the truth of those views?