aperfeiçoar a sua personalidade e colocá-la no caminho, avançando rumo a um ápice sublime. Contudo, isso não classifica como não islâmicas as personalidades diferentes dela. Pelo contrário, esta é uma personalidade islâmica, e também são personalidades islâmicas aquelas outras, das pessoas comuns que qualificam as suas ações com base no Islam, e dos instruídos que se limitam a cumprir as obrigações e a abster-se das proibições. Embora essas personalidades variem em força, todas são islâmicas. O critério importante para julgar se alguém é ou não uma personalidade islâmica é se ele toma o Islam como base do seu pensamento e das suas inclinações. É segundo isto que as personalidades, mentalidades e disposições islâmicas se tornam díspares. Muitas pessoas erram no julgamento ao imaginar que a personalidade islâmica é angelical. O dano que causam à sociedade é enorme, porque procuram figuras angelicais entre as pessoas, sem nunca as encontrar, nem mesmo em si próprias, o que resulta em desespero e perda de esperança nos muçulmanos. Esses idealistas servem apenas como prova da (falsa) ideia de que o Islam é utópico, impossível de implementar, composto por ideais e padrões supremos que o homem não consegue praticar nem manter. Consequentemente, afastam as pessoas do Islam e deixam muitas paralisadas demais para agir, embora o Islam tenha vindo para ser posto em prática e seja prático: lida com as realidades e trata delas, e não é difícil de implementar. Está ao alcance de todo homem, por mais fraco que seja o seu pensamento e por mais fortes que sejam os seus instintos e necessidades, implementar o Islam em si mesmo de forma suave e fácil, depois de compreender a ‘aqīdah (crença) islâmica e tornar-se uma personalidade islâmica. Isto porque, ao simplesmente tomar a ‘aqīdah (crença) islâmica como base dos seus mafāhīm (conceitos) e muyūl (inclinações) e ao manter este critério, ele torna-se definitivamente uma personalidade islâmica. O único dever depois disso é fortalecer sua personalidade com a cultura islâmica, para reforçar sua 'aqliyya (mentalidade) e fortalecer sua nafsiyya (disposição) com atos recomendados de obediência, colocando-o no caminho para um cume sublime e estabelecendo-o nesse caminho, de onde ele avança de um pico a outro (mais alto). Isso se deve ao fato de que o Islã tratou a 'aqliyya (mentalidade) do homem com sua 'aqīdah (crença), pois fez dessa 'aqīdah (crença) a base intelectual sobre a qual ele constrói seus pensamentos sobre a vida. Assim, ele distingue os pensamentos corretos dos incorretos quando considera pensamentos baseados na 'aqīdah (crença) islâmica e os constrói sobre ela como base intelectual. Desse modo, protege-se do pensamento errôneo e falso, permanecendo verdadeiro no pensamento e sólido na compreensão. Da mesma forma, o Islã tratou as inclinações do homem com as regras da Sharī'ah quando tratou suas ações que emanam de seus instintos e necessidades orgânicas com um tratamento sensível: regulando os instintos, não os prejudicando ao tentar aniquilá-los, harmonizando-os e não os deixando sem restrições; permitindo ao homem satisfazer todas as suas necessidades de maneira harmoniosa, levando à tranquilidade e à estabilidade. Portanto, um muçulmano que abraça o Islã com base em seu intelecto e nas evidências aplica o Islã de forma abrangente sobre si mesmo e compreende corretamente as regras de Allah (SWT). Esse muçulmano é uma personalidade islâmica, distinta de todas as outras. Ele possui a 'aqliyya (mentalidade) islâmica ao colocar a 'aqīdah islâmica como base de seu pensamento, e a nafsiyya (disposição) islâmica ao fazer dessa 'aqīdah (crença) a base de suas inclinações. Assim, a personalidade islâmica é caracterizada por atributos especiais que distinguem o muçulmano e o destacam entre as pessoas; ele se sobressai entre elas como uma pinta no rosto. Esses atributos que o caracterizam são um resultado inevitável de sua observância dos mandamentos de Allah الله سبحانه وتعالى e de Suas proibições, e de sua atuação de acordo com esses mandamentos e proibições, fundamentada numa consciência de sua relação com Allah الله سبحانه وتعالى. Assim, ele não busca nada com sua observância da Sharī‘ah senão o agrado de Allah الله سبحانه وتعالى.
enhance his personality and to set it on course, proceeding toward a sublime pinnacle. However, this does not classify those other than it as non-Islamic personalities. Rather, this is an Islamic personality and those other than it from the common people who qualify their actions on the basis of Islam and the educated who confine themselves to performing obligations and refraining from the prohibitions are also Islamic personalities. Although these personalities vary in strength, they all are Islamic personalities. The important criterion in judging whether one is an Islamic personality or not is whether he takes Islam as the basis for his thinking and inclinations. It is according to this that Islamic personalities, mentalities, and dispositions become disparate. Many people err in judgement in envisaging the Islamic personality to be angelic. The harm they cause to society is enormous because they look for angelic figures from amongst people, never finding them; not even in their own selves, resulting in despair and loss of hope in the Muslims. Such idealists only serve as proof to the (false) idea that Islam is utopian, impossible to implement; and is composed of supreme ideals and standards that man cannot implement or maintain. Consequently, they turn people away from Islam and render many too paralysed to act; although Islam came to be implemented in practice and is practical: it deals with and treats realities and it is not difficult to implement. It is within the capacity of every man no matter how weak his thinking and how strong his instincts and needs, to implement Islam upon himself smoothly and with ease after he comprehends the Islamic ‘aqīdah (creed) and becomes an Islamic personality. This is because by simply making the Islamic ‘aqīdah (creed) the basis for his mafahīm (concepts) and muyul (inclinations) and maintaining this criterion he definitely becomes an Islamic personality. The only thing upon him thereafter is to strengthen his personality with the Islamic culture to reinforce his ‘aqliyya (mentality) and to strengthen his nafsiyya (disposition) with recommended acts of obedience, placing him on the path to a sublime pinnacle and establishing him on this path, from where he moves from peak to (higher) peak. This is the result of the fact that Islam treated man’s ‘aqliyya (mentality) with its ‘aqīdah (creed) as it made this ‘aqīdah (creed) the intellectual basis upon which he builds his thoughts about life. Thereby he distinguishes correct thoughts from the incorrect ones when he considers thoughts based on the Islamic ‘aqīdah (creed) and builds them on it in its capacity as an intellectual basis. Thus, he safeguards himself from erroneous and false thought, remaining true in thought, sound in comprehension. Similarly, Islam treated man’s inclinations with the Sharī’ah rules when it treated his actions that emanate from his instincts and organic needs, with a sensitive treatment: regulating the instincts, not harming them by attempting to annihilate them, harmonising them and not leaving them unrestricted; enabling man to satisfy all his needs in a harmonious manner leading to tranquility and stability. Therefore, a Muslim who embraces Islam on the basis of his intellect and evidence implements Islam comprehensively upon himself and correctly understands the rules of Allah , this Muslim is an Islamic personality, distinct from all others. He holds the Islamic ‘aqliyya (mentality) in his placing the Islamic ‘aqīdah as the basis for his thought and the Islamic nafsiyya (disposition) in his making this ‘aqīdah (creed) the basis for his inclinations. Hence, the Islamic personality is characterised with special attributes that distinguish the Muslim and mark him out amongst people; he stands out amongst them like a mole on the face. These attributes which characterise him are an inevitable result of his observing the commands of Allah الله سبحانه وتعالى and His الله سبحانه وتعالى prohibitions and of his acting in accordance with these commands and prohibitions, built upon an awareness of his relationship with Allah الله سبحانه وتعالى Thus, he seeks nothing from his observance of the Sharī’ah except the pleasure of Allah الله سبحانه وتعالى.