59. O Silêncio do Profeta ﷺ
59. The Silence Of The Prophet (saw)
O silêncio do Profeta (SAW), isto é, a sua aprovação, faz parte da Sunnah, sendo equivalente ao seu dito e ao seu feito. Assim, se alguém praticava uma ação na presença do Profeta ﷺ, ou em sua época, e Ele tinha conhecimento disso e era capaz de proibi-la, mas silenciou sobre ela e a aprovou para quem a praticou, sem censurar a sua ação, então isso será considerado, desde que não exista uma proibição anterior dessa ação por parte do Profeta ﷺ e que não seja conhecida qualquer proibição a seu respeito. Nesse caso, o seu silêncio sobre o seu autor e a sua aprovação indicam a permissibilidade dessa ação e a remoção da culpa por praticá-la. Isso porque, se a ação não fosse permitida, o Profeta ﷺ a teria proibido, visto que o Mensageiro não silencia diante de uma ação reprovável (munkar) que Ele conhece; portanto, o seu silêncio é uma evidência (daleel) da permissibilidade. Se o Profeta ﷺ já tivesse proibido essa ação e tal proibição fosse conhecida, então o seu silêncio não pode ser concebido, pois seria uma aprovação do que é proibido, e isso é impossível para o Profeta ﷺ. Quanto ao seu silêncio sobre os descrentes sob a proteção dos muçulmanos (ahl al-dhimmah), que costumavam frequentar com regularidade as suas igrejas, o que é uma ação de descrença (kufr), isso não indica a sua aprovação da descrença, mas significa deixar os ahl al-dhimmah realizarem o seu próprio culto, e não é uma evidência da permissibilidade de frequentar a igreja. Assim, as condições para considerar o silêncio como parte da Sunnah (aprovação) são: que não exista uma proibição anterior da ação, que o Mensageiro ﷺ tenha tido conhecimento dela, isto é, que ela tenha sido praticada na sua presença ou em sua época e que Ele tenha tomado conhecimento, e que o Mensageiro ﷺ fosse capaz de proibi-la (impedi-la). Caso contrário, o silêncio não é considerado parte da Sunnah. O sentido da proibição é impedir quem a pratica, e não que o Mensageiro não se inclinasse a ela, pois o lagarto dabb foi comido na presença do Profeta ﷺ e ele não comeu dele; e quando lhe perguntaram, ele disse:
The silence of the Prophet (SAW), i.e. His approval is from the Sunnah, it is like His saying and His action equally the same, so if one did an action in the presence of the Prophet, or in His era and He knew about it, and was able to forbid it, then He kept silent about it and approved it for him without dispraising his action; it will be looked, if there is no previous forbiddance for that action from the Prophet (SAW), and no forbiddance is known for it, then His silence about its doer, and His approval to him on it denotes the permissibility of that action and the lifting up of the blame for doing it. That is because, if his action is not permissible; the Prophet would forbid him, since the Messenger does not keep silence if He knows about an evil (munkar) action, therefore His silence is a daleel for the permissibility. If the Prophet had previously forbade that action and its forbiddance became known; the silence of the Messenger can not be imagined, because it would be an approval to do what is forbidden. And this is impossible for the Prophet (SAW). As for His silence about the kuffaar under the Muslims' protection (ahl al-dthimmah), who used to frequently go to their churches, which is a kufr action; it does not denote His approval to do the kufr, but it denotes leaving ahl al-dthimmah to perform their own worship, and it is not a daleel for the permissibility to go to the church. So the conditions to consider the silence to be from the Sunnah (approval) are: that there is no previous forbiddance for the action, and the Messenger (SAW) knew about it, i.e. it was done in His presence, or in His era and He knew it, and that the Messenger was able to forbid (prevent) it, except that the silence is not considered to be from the Sunnah. The meaning of the forbiddance it is restraining its doer, and not that the Messenger does not trend to it, because the dab lizard got eaten in the presence of the Prophet and He did not eat from it, and when He was asked He said:
"Não existia na terra do meu povo, por isso me acho detestando-o", compilado por Al-Bukhari. Portanto, o fato de o Mensageiro detestá-lo não é proibição, e o Seu não repreender aqueles que o comiam é considerado silêncio a respeito, sendo assim um daleel para a permissibilidade. Também foi narrado por Naafi': que Ibn Omar ouviu o som de uma flauta de pastor, então colocou as pontas dos dedos nos ouvidos e desviou sua camela de montaria do caminho, enquanto dizia: "Ó Naafi', consegue ouvir?". Eu respondia: "Sim", e ele continuava se afastando até que eu disse: "Não". Então baixou as mãos, devolveu sua camela de montaria ao caminho e disse: "Eu vi o Mensageiro de Allah ﷺ quando ouviu o som de uma flauta de pastor e fez isso", compilado por Ahmad. Isso não é considerado proibição para o pastor, mas é um silêncio a respeito dele, e é um daleel para a permissibilidade da flauta e a permissibilidade de ouvi-la. Quanto a tapar Seus ouvidos, é possível que Ele tenha evitado, como costumava evitar muitas coisas permitidas, assim como evitou deixar em Sua casa um dirham ou dinar durante a noite, e como evitou comer o lagarto. Assim, o silêncio do Mensageiro ﷺ significa não repreender quem pratica a ação, mesmo que Ele demonstre o Seu próprio desgosto pela ação.
"It did not exist in the land of my people so I find myself detests it" compiled by Al-Bukhari. So being that the Messenger detests it is not of the forbiddance, and His none restraining those who ate it is considered to be silence about it, so it is a daleel for the permissibility. Also it was narrated from Naafi': That Ibn Omar heard the sound of a shepherd's pipe, then he put his finger tips in his ears, and deviated his riding camel from the way while he was saying: O Naafi' could you hear? I say: yes, then he keeps going away until I said no, then he put his hands down, and returned his riding camel to the way, and said: I saw the Messenger of Allah (SAW) when He heard the sound of a shepherd's pipe and He did like this" compiled by Ahmad. This is not considered to be forbiddance for the shepherd, but it is a silence about him, and it is a daleel for the permissibility of the pipe and the permissibility of hearing it, and as for blocking His hearing; it is possible that He avoided it as He used to avoid many permissible things, as He avoided to keep in His house dirham or dinaar overnight, and as He avoided eating the lizard. Accordingly, the silence of the Messenger means not restraining the one who does the action, even if He shows His self detest of the action.