20.9 Cativos
20.9 Captives
Quando os muçulmanos tomam o seu inimigo como prisioneiros de guerra, a questão desses cativos é delegada ao comando direto do Khalifah, e não há opinião para aqueles que os capturaram, nem para o comandante do campo de batalha ou o líder do exército. Isso porque, uma vez que o combatente se torna prisioneiro de guerra, a decisão a seu respeito é a opinião do Khalifah, e o Khalifah segue a norma da Shari'ah relativa aos cativos. A norma sobre os prisioneiros de guerra é estabelecida por um texto corânico definitivo, segundo o qual o Khalifah tem a escolha entre a libertação e o resgate, devido à declaração de Allah:
When the Muslims take their enemy as prisoners of war, the matter of these captives is delegated to the Khalifah’s direct command and their is no opinion for those who captured them, the battlefield commander or army leader. This is because once the fighter becomes a prisoner of war, the command regarding him is the Khalifah’s opinion and the Khalifah follows the Shari’ah rule concerning captives. The rule of the prisoners of war is established by a definite Qur’anic text which is that the Khalifah is given a choice between release and ransom due to Allah’s statement:
“Quando encontrardes os que descreem, golpeai os pescoços até que, após causardes ampla matança entre eles, aperteis fortemente os grilhões. Depois, então, ou a libertação ou o resgate, até que a guerra deponha seus fardos” [TMQ 47: 4].
“When you meet those who disbelieve, strike the neck(s) until when you have inflicted severe slaughter upon them then bind strongly the fetters. Then afterwards either the release or the ransom until the war lays down its burdens” [TMQ 47: 4].
Esta é uma regra explícita sobre os prisioneiros de guerra, e é especificada de várias maneiras. Uma delas é que este texto explícito veio na Surata Muhammad, que é a primeira surata revelada a respeito do assunto da luta armada. Sua revelação ocorreu depois que o Mensageiro de Allah ﷺ chegou a Madinah vindo de Makkah, e ela é chamada de Surata da luta. Foi revelada depois da Surata Al-Hadid e antes da batalha de Badr. Ela esclareceu a regra dos prisioneiros de guerra antes que qualquer batalha tivesse ocorrido ou que qualquer prisioneiro de guerra tivesse sido capturado. Se somarmos a isso que este é o versículo que esclarece explicitamente o que se faz com os prisioneiros de guerra, fica claro que ele é o texto da regra dos prisioneiros de guerra e a base à qual retornam todos os outros textos sobre o tema. E entre essas formas que especificam esta regra sobre os prisioneiros de guerra está o fato de que o versículo veio com a partícula "imma", que indica a escolha entre duas coisas sem uma terceira além delas. Diz: {Então, amarrai-os firmemente. Depois, ou libertação ou resgate.} Quando "imma" aparece entre duas coisas, restringe a escolha entre elas e impede que haja outras além delas ou que não seja uma delas duas. Há, portanto, especificação: ao especificar a escolha com "imma", torna-se ilícito haver algo diferente do que o Alcorão concedeu como opção na regra dos cativos. Isso é reforçado pelo fato de que o Mensageiro de Allah ﷺ libertou Thumama bin Uthal, o líder do povo de Yamamah, Abu Azza, o poeta, e Abu al-As bin ar-Rabi', e disse a respeito dos prisioneiros de guerra da batalha de Badr:
This is explicit in the rule of the prisoners of war and it is a specified rule in numerous ways: Of these (ways) is that this explicit text came in Surah Muhammad which is the first Surah revealed regarding the matter of fighting. Its revelation was after the Messenger (saw) arrived in Madinah from Makkah, and it is called the Surah of fighting. It was revealed after Surah Al-Hadeed and before the battle of Badr. It clarified the rule of prisoners of war before any battle had occurred or any prisoners of war had been captured. If added to this is that this is the ayah which clarifies explicitly what is done to prisoners of war, it becomes clear that it is the text of the rule of prisoners of war and the basis to which return all other texts regarding the subject. And from these ways which specify this rule on prisoners of war is that the ayah came with the language of “imma” which indicates the choice between two things without any third to them. It said: “Then bind strongly the fetters. Then afterwards either the release or the ransom.” When “imma” comes between two things, it restricts the choice between them and prevents there being other than them or that it is not one of them two. So there is specification due to specifying the choice in “imma” the impermissibility of there being other than what the Qur’an gave as a choice in the rule of captives. This is strengthened in when the Messenger (saw) released Thamama bin Wail, the chief of the people of Yamamah, Abu ‘Uzzah the poet, Abu Al-‘As bin Ar-Rabi’ and he said about the prisoners of war from the Battle of Badr:
"Se Mut'im bin Adiyy estivesse vivo e falasse comigo sobre estes, eu os libertaria para ele."
“If Mut’im bin Adiyy was alive and he talked to me about these, I would release them to him.”
Ele resgatou os prisioneiros de guerra de Badr, que eram setenta e três homens, e resgatou, no dia de Badr, dois homens por um homem. É narrado de Aisha (ra), que disse:
He ransomed the prisoners of war from Badr and they were seventy three men, and he ransomed the day of Badr two men for one man. It is narrated from Aisha (ra) who said:
Quando o povo de Makkah enviou para resgatar seus prisioneiros de guerra, Zaynab enviou dinheiro para resgatar Abu Al-‘Aas. Ela enviou junto um colar que pertencera a Khadijah, o qual ela havia dado a Abu Al-‘As quando se casou com ele. Ela disse: Quando o Mensageiro de Allah ﷺ viu o colar, ficou muito comovido por ele e disse: Se vocês acharem bem, libertem a prisioneira por ela e devolvam o que lhe pertence? Eles disseram: Sim.
“When the people of Makkah sent about ransoming their prisoners of war, Zaynab sent money to ransom Abu Al-‘Aas. She sent in in a necklace that was for Khadijah which she (adkhalat) upon Abu Al-‘As. She said: When the Messenger of Allah (saw) saw it, he was verycompassionate about it and said: If you see that can release her captive for her and return that which is hers? They said: Yes.”
Foi narrado por Imran bin Hussein
It has been narrated from Imran bin Hussein
Que o Profeta ﷺ resgatou dois homens dos muçulmanos por um homem dos politeístas de Banu ‘Aqeel.
“That the Prophet (saw) ransomed two men from the Muslims for one man of the polytheists from Banu ‘Aqeel.”
Foi narrado por Ibn Abbas (ra), que disse:
It has been narrated from ibn Abbas (ra) who said:
"Havia entre os prisioneiros de guerra de Badr pessoas que não tinham resgate, então o Mensageiro de Allah ﷺ fez do seu resgate o ensino da leitura às crianças dos Ansar."
“There were people of the prisoners of war from Badr who had no ransom, so the Messenger of Allah (saw) made their ransom to teach reading to the children of the Ansar.”
Esses ahadith, juntamente com o versículo, indicam explicitamente que a regra para os prisioneiros de guerra é a libertação ou o resgate. Atribui-se a Al-Hasan, ‘Ata e Said bin Jubayr que eles desaprovavam a morte dos prisioneiros de guerra e diziam: Quem dera ele o tivesse libertado ou resgatado, como foi feito com os prisioneiros de guerra de Badr, e porque Allah (SWT) disse:
These ahadith together with the ayah indicate explicitly that the rule of prisoners of war is release or ransom. It is ascribed to Al-Hasan, ‘Ata and Said bin Jubayr that they disliked the killing of prisoners of war and said: If only he released or ransomed him as was done with the prisonsers of war of Badr, and because Allah (swt) said:
"Então, aperte firmemente os grilhões; depois, ou a libertação ou o resgate."
“Then bind strongly the fetters, then afterwards either the release or the ransom”
Então Ele (SWT) concedeu uma escolha entre essas duas opções após o cativeiro, e nada mais. Tudo isso é explícito: o Khalifah escolhe, entre os prisioneiros de guerra, entre duas questões apenas, que são a libertação ou o resgate. Quanto ao que é narrado, de que o Profeta ﷺ matou os homens dos Banu Quraydha, isso se deu por causa da sentença do árbitro na arbitragem, e não porque eles eram prisioneiros de guerra. Quanto ao que é narrado, de que ele ﷺ matou An-Nadhr bin Al-Harith e ‘Uqbah bin Abu Mu’ayt em custódia no dia de Badr, e Abu ‘Uzzah no dia de Uhud, isso não indica que esta seja a regra para os prisioneiros de guerra, pois ele não fez isso com todos os cativos nem em todas as batalhas. Antes, fez isso em algumas batalhas com algumas pessoas específicas, diferentemente da libertação e do resgate, que ele praticou com todos os prisioneiros de guerra em todas as batalhas. O que motivou a morte dessas pessoas especificamente foi que o Mensageiro ﷺ viu na personalidade delas um perigo definido para os muçulmanos; trata-se, portanto, da morte de pessoas específicas por razões específicas a elas, e não da morte de prisioneiros de guerra. Ahmad e Al-Bukhari narraram de Abu Hurairah (ra), que disse: O Mensageiro de Allah ﷺ nos enviou em uma expedição e disse:
So He (swt) gave a choice between these two after the captivity and nothing else. All this is explicit that the Khalifah chooses in the prisoners of war between two matters nothing else, which is release or ransom. As for what is narrated that the Prophet (saw) killed the men of Banu Quraydha, all this is because of the ruling of the arbitrator in arbitration not that they were prisoners of war. As for what is narrated that he (saw) killed An-Nadhr bin Al-Harith and ‘Uqbah bin Abu Mu’ayt in custody on the day of Badr, and Abu ‘Uzzah on the day of Uhud, this does not indicate that this is the rule of prisoners of war as he did not do this for all captives or in every battle. Rather he did this in some battles with some persons, contrary to release and ransom which he did for all prisoners of war in all battles. What caused the killing of these persons specifically is that the Messenger (saw) saw in their personalities definite danger for Muslims; so it is the killing of specific persons for reasons specified to them, nor was it the killing of prisoners of war. Ahmad and Al-Bukhari narrated from Abu Hurairah (ra) who said: The Messenger of Allah (saw) sent us on an expedition and said:
"Se encontrarem fulano e fulano, dois homens de Quraysh, então queimem-nos com fogo." Depois, o Mensageiro de Allah ﷺ disse, quando nos preparávamos para partir: "Eu vos havia ordenado que queimásseis fulano, fulano e fulano. Na verdade, ninguém castiga com fogo senão Allah, o Poderoso e Majestoso, portanto, se os encontrardes, matai ambos."
“If you find so and so for two men of Quraysh, then burn them with fire. Then the Messenger of Allah (saw) said when we intended to depart: I had commanded you to burn so and so and so and so. Verily none punishes with fire except Allah ‘azza wa jall so if you find them, then kill both of them.”
Assim, esclarece-se que matar não está entre as regras da Shar'a sobre os prisioneiros de guerra; antes, matar é uma regra da Shar'a sobre pessoas específicas das quais o Khalifah vê perigo, e então ele ordena a sua morte, mesmo que sejam prisioneiros de guerra. Quanto ao que é narrado sobre o Mensageiro de Allah ﷺ ter escravizado após a revelação deste verso, tratava-se da escravização dos cativos (sabaya), e não dos prisioneiros de guerra, ou seja, ele escravizava as mulheres e as crianças que estavam junto ao exército no campo de batalha, e não os homens combatentes. Se a escravização de combatentes do sexo masculino tivesse sido estabelecida, isso teria acontecido da parte dele ﷺ, mas não há evidência que prove que isso tenha ocorrido, apesar dos numerosos casos de cativos capturados entre os árabes no tempo dele ﷺ. Quanto ao que alguns livros de história narram sobre o Mensageiro ﷺ ter escravizado os Banu Najiya dos Quraysh, seus homens e suas mulheres, isso não é narrado nos livros de hadith, nem mesmo em alguns livros de Sirah, como a Sirah de Ibn Hisham, portanto não é usado como prova. Mesmo que fosse autêntico, a narração afirma as palavras: "Ele escravizou os Banu Najiyya, seus homens e suas mulheres", mencionando homens e mulheres. A narração não diz "seus homens combatentes e suas mulheres", logo se entende que se trata dos sabaya, ou seja, crianças, do sexo masculino e feminino, e isso é permitido. Assim, o Mensageiro ﷺ não escravizou nenhum homem; antes, escravizou os sabaya, do sexo masculino e feminino. As realidades estabelecidas nos ahadith considerados como prova reforçam isso. Quem segue as ações do Mensageiro ﷺ constata que ele não escravizou nenhum homem tomado como prisioneiro de guerra, nem dentre os árabes nem dentre outros povos. Antes, o que é narrado dele é que escravizou os cativos (sabaya). Na batalha de Badr, não havia mulheres com o inimigo, e por isso não foram tomados cativos nela. Antes, foram tomados prisioneiros de guerra, e o Mensageiro ﷺ decidiu a respeito deles com resgate. Na batalha de Hunain, Hawazin saiu para lutar contra o Mensageiro de Allah ﷺ, e suas mulheres saíram com eles. Quando os muçulmanos venceram, os Hawazin fugiram e deixaram as mulheres para trás, por isso foram tomadas como cativas (sabaya) e foram colocadas junto com o butim. Em Banu Mustaliq, o inimigo deixou para trás as suas mulheres, por isso foram tomadas como cativas (sabaya). Em Khayber, lutou-se contra eles e suas fortalezas foram conquistadas. As mulheres que estavam junto com os combatentes foram tomadas como cativas (sabaya), enquanto as demais pessoas foram deixadas, da mesma forma que os homens foram deixados. Esses episódios indicam que o Mensageiro de Allah ﷺ costumava capturar os homens combatentes, e as mulheres que estavam com os combatentes eram tomadas como cativas (sabaya), assim como as crianças. Quanto aos outros homens e mulheres que não participaram da batalha, eles não eram tomados como prisioneiros de guerra nem como cativos (sabaya). Isso indica que o Mensageiro de Allah ﷺ não escravizava os prisioneiros de guerra. Isso esclarece que a conduta do Mensageiro de Allah ﷺ em relação aos prisioneiros de guerra ocorreu de acordo com o texto explícito do versículo. Em verdade, ele os libertou em certas ocasiões e aceitou resgate em outras. Ele não escravizava os prisioneiros de guerra nem os matava; antes, tomava cativas apenas as mulheres e as crianças, e matava pessoas específicas devido à sua particular periculosidade para os muçulmanos. Quanto à questão do aprisionamento dos cativos, que passou a ser semelhante ao dos prisioneiros de guerra, as pessoas daquela época consideravam as mulheres que acompanhavam os combatentes, e as crianças, como os bens na definição técnica da guerra, sem qualquer diferença nisso entre os árabes e os demais povos. A definição técnica da guerra considerava os butins como propriedades, assim como os aprisionados. O Mensageiro de Allah ﷺ veio e concordou com essa definição, e considerou as mulheres que acompanhavam os combatentes e as crianças como bens do butim entre os butins. Então eles foram escravizados e a regra do butim foi aplicada sobre eles, não a regra dos prisioneiros de guerra. A regra dos prisioneiros de guerra permanece, dando ao Khalifah a escolha entre a libertação ou o resgate, e nada além disso. Essa regra permanecerá até o Dia do Juízo. Se o Estado Islâmico combater seus inimigos, os cativos são considerados entre a libertação e o resgate; e se mulheres saírem com eles para as batalhas, após a vitória na batalha as mulheres são tomadas como cativas (sabaya) e elas são como os bens do butim.
"Se a escravização fosse permitida sobre os árabes, seria hoje."
“If enslaving were allowed upon the Arabs, it would be today”
Este é um hadith fraco. Em sua cadeia de transmissão está Al-Waqidi, que é muito fraco (da'if). At-Tabarani o narrou por outro caminho, e nele está Yazid bin 'Iyadh, que é mais fraco que Al-Waqidi. Este tipo de hadith não se sustenta como prova, portanto não é permitido tomá-lo como evidência da Shari'ah. Quanto ao que é narrado do Mensageiro de Allah ﷺ de escravizar mulheres árabes e seus filhos, e de não escravizar seus homens, isto é correto, mas não indica a não permissibilidade de escravizar homens árabes nem a permissibilidade de escravizar os demais. Ao contrário, trata-se de uma norma geral, que abrange árabes e não árabes. Quanto ao caso ocorrido com os árabes, trata-se de uma realidade de situação sem um entendimento particular para ela, isto é, a situação que ocorreu foi com árabes, por isso não significa que seja específica a eles e não se aplique aos outros. Além disso, o princípio da Shari'ah é que o valor está na generalidade das palavras e não na especificidade da causa. O caso, mesmo que tenha ocorrido com uma pessoa ou um grupo, não se restringe a essa pessoa ou grupo; sua regra é uma regra geral.
This is a weak hadith. In its chain is Al-Waqidi who is very weak (dhaif). At-Tabarani narrated it via another way and within it is Yazid bin ‘Iyadh who is weaker than Al-Waqidi. This type of hadith does not stand as proof so it is not allowed to be Shari’ah evidence. As for what is narrated of the Messenger (saw) enslaving Arab women and their children, and not enslaving their men, this is correct but it does not indicate the non-permissibility of enslaving Arab men and the permissibility of enslaving others. Rather it is general, encompassing Arabs and others. As for the incident occurring with Arabs, this is a reality of a situation with no understanding for it i.e. the situation which occurred was with Arabs so it does not mean it is specific to them and is not for others. Moreover, the Shari’ah principle is that the value is in the generality of the words and not the specificity of the cause. The incident, even if it occurs with a person or a group, it is not specified with this person or group. Rather its rule is a general rule.
Da mesma forma, a ausência de escravizar homens ocorreu com os árabes, uma vez que a realidade era que o Mensageiro (saw) estava combatendo os árabes, portanto a regra não é específica para eles; pelo contrário, é geral para todos os povos. Assim como, se ele tivesse combatido uma tribo específica, como os Quraysh, por exemplo, a regra não seria específica para eles. No entanto, tudo isso, ou seja, a regra do cativeiro e dos aprisionados, é geral para todos os povos, exceto os politeístas árabes. Os politeístas árabes são excluídos dela a partir do quarto mês e do nono dia de Dhul-Hijja, no nono ano da Hégira, até o Dia do Juízo. Não é aceito deles senão o Islã ou o combate, e cativos e aprisionados não são tomados deles. Quanto aos politeístas árabes anteriores a essa data, a regra os incluía. Da mesma forma, os árabes não politeístas, judeus e cristãos, esta regra os inclui na revelação do versículo até o Dia do Juízo, pois a exclusão é específica dos politeístas árabes desde o dia em que esses versículos foram transmitidos aos politeístas entre os árabes, que é o nono dia de Dhul-Hijja e quatro meses depois dele. Ela não inclui dentro de si outros entre os árabes, nem incluía os politeístas anteriores a essa data. Quanto à exclusão desses politeístas dentre os árabes, originalmente a partir da data mencionada, isso é estabelecido por um texto explícito do Alcorão. Allah (swt) disse:
"Você será chamado a um povo de grande bravura. Você lutará contra eles ou eles abraçarão o Islã." [TMQ 48:16]
“You will be called to a people of great boldness. You will fight them or they will embrace Islam” [TMQ 48:16]
E Ele disse:
And He said:
“Quando os meses sagrados terminarem, combatei os politeístas onde quer que os encontrardes. Capturai-os, cercai-os e aguardai-os em cada emboscada. Se se arrependerem, estabelecerem a oração e pagarem o zakat, então libertai-lhes o caminho.” [TMQ 9: 5]
“When the sacred months finish, fight the polytheists wherever you find them. Seize them, surround them and wait for them at each ambush. If they repent, and establish the prayer and pay the zakat, then free their way” [TMQ 9: 5]
E Ele disse:
And He said:
"Viajem pela terra durante quatro meses, e saibam que vocês não podem derrotar Allah!" [TMQ 9:2]
“Travel in the land for four months, and know that you do not defeat Allah!” [TMQ 9:2]
Isso é explícito em excluir os politeístas árabes da generalidade dos versículos. Portanto, os politeístas árabes não são aceitos, após a revelação desses versículos e o término dos quatro meses sagrados, a não ser o Islã ou a guerra. Quanto ao que é narrado sobre a escravização de árabes pelo Mensageiro de Allah ﷺ, trata-se da escravização de judeus e cristãos e da escravização de politeístas árabes antes da revelação desses versículos. Quanto ao período posterior, não é aceito dos politeístas árabes senão o Islã ou a guerra.
This is explicit in excluding Arab polytheists from the generality of ayat. So the Arab polytheists are not accepted, after the revelation of these ayat and finishing the new moon of four months, except Islam or war. As for what is narrated about the Messenger (saw)'s enslaving of Arabs, this is enslaving Jews and Christians and enslaving Arab polytheists before the revelation of these ayat. As for afterwards, it is not accepted from Arab polytheists except Islam or war.